Segunda-feira, 02 de Março de 2026
Faixas exclusivas: motoristas reclamam, usuários de ônibus comemoram

Duas realidades bem distintas na avenida Anhaia Mello. Desde o início do funcionamento das faixas exclusivas de ônibus na última segunda-feira, dia
A moradora da Vila Ema, Vera Lúcia Del Nero, conta que saia de casa às 6h50 para levar a filha de carro ao colégio na Vila Prudente. Desde o início da semana está saindo cerca de 20 minutos mais cedo e ainda assim, está tendo dificuldade para cumprir o horário da escola. “Na segunda-feira, com as faixas exclusivas, chuva e os semáforos pifados, gastei 40 minutos para percorrer um trajeto que fazia em 15. É um absurdo colocar essas faixas em funcionamento com as obras do monotrilho
O agente de viagens Marcus Pereira, que mora no São Lucas, também acredita que a Prefeitura deveria ter esperado o término das obras do monotrilho. “Não tem cabimento deixar uma avenida como a Anhaia Mello com uma única faixa de circulação para os veículos em alguns trechos. Quero ‘parabenizar’ a Prefeitura pela ‘brilhante’ ideia de fazer um faixa de ônibus nesta avenida que está em obra há mais de três anos. Encurralaram os carros em uma única pista”, reclama.
De dentro dos ônibus
A usuária das linhas 3024 Metrô Vila Prudente e 3042 Terminal Parque Dom Pedro, Vanessa Garcia, afirma que o tempo de viagem na Anhaia Mello nunca era menor do que 40 minutos. “Chegou ao absurdo de 1h20 e já fui até mesmo a pé por causa do congestionamento, mas, no horário que costumo sair de casa, entre 6h30 e 7h, era perigoso. Agora, nesta semana, gastei no máximo 20 minutos”, conta Vanessa que reside no começo da avenida Oratório e trabalha no centro da cidade. “Porém, tenho ciência do problema que gerou para os motoristas de carros particulares”, destaca.
O morador do Sapopemba, Adriano Stofaleti, afirma que o tempo de viagem foi reduzido pela metade. “Nas pistas exclusivas os ônibus aceleram e realmente vejo a fileira de carros parados ao lado. Melhorou sensivelmente nesta questão do tempo, mas, os ônibus continuam lotados. A diferença é que antes ficávamos 40 minutos espremidos e agora, ficamos 20. Não aumentaram a frota. Para conseguir que mais motoristas abandonem os carros, a Prefeitura também precisa se preocupar com o conforto dos usuários do transporte público”, argumenta Stofaleti.


