Obra de canalização do córrego Inhumas não suporta força das chuvas

corregoO que era para ser um alívio aos moradores da rua Mara Rosa, no trecho entre as ruas Antônio Augusto Cortesão e Nova Brasília, no Sapopoemba, tornou-se fonte de insatisfação. Em junho do ano passado parte do córrego Inhumas, que passa pelo local, começou a receber obras de canalização, o que era reivindicado há muitos anos pela comunidade, no entanto, além da conclusão estar atrasada, os serviços realizados, a cada chuva forte, apresentam danificações.

“É um absurdo esta situação. Estão jogando o dinheiro público no lixo. Eles fazem o trabalho e basta uma chuva um pouco mais intensa para a estrutura quebrar. O projeto elaborado é de péssima qualidade, como o material que estão utilizando”, declara com indignação o líder comunitário Alcides Dias da Silva.

De acordo com o morador da rua Mara Rosa, Valdir Feliciano, que reside em frente ao córrego há cerca de 20 anos, o serviço está sendo mal feito. “Tenho noções de construção e posso perceber que o trabalho não está sendo bem planejado e executado. A estrutura de concreto colocada na calha do rio é muito fraca e com as chuvas é destruída pela água. Algo mais resistente precisa ser feito e não esse trabalho meia-boca”, comenta Feliciano. “Para se ter uma idéia, antes da obra nunca tivemos problemas com as enchentes, agora, quando a estrutura do córrego quebra e obstrui o fluxo, a água sobe bastante”, conta.

Além da insatisfação com a qualidade do serviço, os moradores locais reclamam da morosidade dos trabalhos. A reportagem da Folha esteve no local na manhã de terça-feira, dia 18 e não encontrou nenhum funcionário da empresa contratada em atividade. “O prazo de conclusão era de 180 dias, mas não foi respeitado. Já se passou um mês e ainda falta muito para ser feito. Além de utilizarem material ruim, não sabemos quando essa canalização estará concluída”, afirma o líder comunitário.

 A Folha questionou a Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras sobre a qualidade dos serviços e sobre o prazo de conclusão das obras, que tem custo estimado em mais de R$ 6 milhões, mas ainda não obteve resposta