Segunda-feira, 02 de Março de 2026
“Abraço” reivindica compra de terreno para Parque de Vila Ema

Na manhã do último domingo, dia 22, ocorreu mais uma manifestação popular na esquina da avenida Vila Ema com a rua Batuns em prol da implantação do Parque Vila Ema. O ato reuniu cerca de 350 pessoas que deram um abraço simbólico em parte do terreno de 17 mil m² que abriga mais de 470 árvores, incluindo várias espécies nativas, e estava destinado para um empreendimento imobiliário. O assunto foi matéria de capa da Folha em julho de 2010. Em outubro do ano passado o espaço foi decretado de utilidade pública pela Prefeitura.
“Este decreto pode ser revogado a qualquer momento, por isso é importante que a Prefeitura adquira o terreno de fato”, adverte o deputado estadual Adriano Diodo (PT), que marcou presença no evento. A vereadora Juliana Cardoso (PT) também compareceu no ato. Ela é autora de um projeto de Lei que destina a área para o parque. A causa tem apoio ainda do Ministério Público que deu parecer favorável à manutenção da área verde.
“Iremos continuar com as mobilizações”, avisa um dos coordenadores do ato, o estudante e morador da Vila Ema, Jonas Barros. “A grande expectativa no bairro é pela compra do terreno e a implantação do parque, para o qual, inclusive, já estamos desenvolvendo alguns projetos, como a instalação de uma biblioteca”, completa.
Antes do abraço, que encerrou o ato, foi apresentada uma extensa programação cultural que contou com palestras, celebrações religiosas e a apresentação da bateria da escola de samba Raízes de Vila Prudente. Os participantes também fizeram uma caminhada ao redor do terreno. O evento também angariou adesões para o abaixo-assinado que será encaminhado à Prefeitura.
A reportagem questionou as secretarias municipais do Verde e Meio Ambiente e dos Negócios Jurídicos sobre a previsão de compra do terreno. A Secretaria do Verde informou que a Declaração de Utilidade Pública vale por cinco anos e que esse é o primeiro passo para aquisição da área que deverá abrigar o parque. A nota garantiu por fim que o processo de desapropriação está em andamento.


