Prefeitura recolhe lixo dos baixos do viaduto da avenida Salim Farah Maluf

viaduto2Três caminhões de lixo e entulho. Este foi o “saldo” de apenas uma das operações que a Subprefeitura de Vila Prudente/Sapopemba realizou ao longo da última semana nos baixos do viaduto que liga as avenidas Salim Farah Maluf e Anhaia Mello. Conforme a Folha denunciou na semana passada, moradores de rua tinham tomado conta do imenso espaço público, improvisando abrigos e criando um lixão a céu aberto.

 A vizinhança reclamava que, com medo da situação, estava impedida de passar a pé pelo trecho, já que a Prefeitura não aparecia para fazer a limpeza, nem para controlar o número de moradores que aumentava cada vez mais. Outro inconveniente é que por causa da sujeira, ratos começaram a freqüentar também as casas das imediações.

viaduto3Além de remover a sujeira acumulada no espaço, as equipes da SUB-VP tiveram ainda que dar fim aos abrigos improvisados e um caso curioso se revelou: televisão, sofá e colchões foram alguns dos móveis e equipamentos encontrados, literalmente, dentro do viaduto. Por um vão de uma das pilastras, foi montada uma moradia na parte interna do viaduto, que é oca. O espaço, de acordo com a Subprefeitura, servia também de esconderijo e dificultava as ações da Prefeitura e da Polícia Militar, no caso de ocorrências envolvendo drogas. A solução encontrada para barrar o acesso foi preencher o vão com terra e uma placa de concreto, finalizando com o serviço de alvenaria. Foi ressaltado ainda que a invasão não comprometeu a estrutura do viaduto. 

viaduto1Outra queixa manifestada na matéria da semana passada foi quanto aos gradis que circundam o terreno público e deveriam conter invasões, no entanto, como o equipamento está arrombado há vários meses, até carroças são vistas no local. Sobre este problema a Subprefeitura informou que está aguardando programação para licitar a reforma no local, sem previsão ainda que quando poderá ser executada.Na resposta encaminhada à redação, foi citado que “quanto à possível ‘demora’ em resolver a situação, como publicado no jornal, cumpre dizer que tais ações demandam uma força tarefa que envolve equipes, deslocamento de equipamentos e efetivos e o apoio da Guarda Civil Metropolitana e da Assistência Social”.