Segunda-feira, 02 de Março de 2026
Destino de canteiros de obras da Linha 2 preocupa a comunidade

Embora a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô tenha prometido reurbanizar o extenso trecho utilizado como canteiro de obras da Linha 2 – Verde nas ruas Tomás Izzo, Barão de Aníbal Pepe, Amparo e Ibitirama, a atual movimentação no espaço alarma a comunidade. Segundo eles, funcionários que trabalham no local e atendentes da Central de Relacionamento do Metrô confirmaram que o ponto abrigará um galpão de armazenamento de materiais para futuras linhas da Companhia. Desde a semana passada, a Folha tem solicitado ao Metrô informações oficiais sobre o caso, mas ainda não obteve um posicionamento.
Para expressar a indignação, mais de 30 vizinhos se reuniram na tarde da última segunda-feira, dia 2, em frente ao canteiro na rua Tomás Izzo, na altura da praça Gonçalves Junior. “Se esse galpão realmente for construído, será uma grande falta de respeito com a comunidade. Fizeram várias promessas de reurbanização, implantação de área verde, de parque linear, de reconstituição da rua Tomás Izzo, entre outras, mas pelo que ficamos sabendo, nada disso irá acontecer”, comenta uma das vizinhas do canteiro, Rosana Penha. “Depois que a área foi desapropriada e passou a ser do Metrô, convivemos com inúmeros problemas, como assaltos, sujeira, dificuldade de mobilidade, escuridão, bloqueio de rua, acúmulo de água, entre outros”, lista Rosana.
Quem também está indignada é a dona de casa Ana Maria Garcia Karchiloff. “Não podemos aceitar o que estão pretendendo fazer. Passaram três anos nos iludindo com possíveis projetos e agora não farão mais nada. Isso não pode ficar assim”, declara.
Eles reclamam ainda que por conta do início dos trabalhos no local, a rua Barão Aníbal Pepi foi totalmente interditada o que prejudicou a já precária oferta de transporte público no trecho. “A única linha de ônibus que passava por aqui, a 4031 Parque Santa Madalena/Metrô Tamanduateí, precisou ser desviada. Não nos atende mais”, afirmou o morador do entorno, Marcio Custódio Bueno. “Outro problema é o constante acúmulo de água neste ponto da Barão de Aníbal Pepi. Isso é bastante perigoso”, completou.
Para cobrar o cumprimento das promessas do Metrô a comunidade iniciou um abaixo assinado que será apresentado à Companhia.
A Folha também não recebeu retorno da São Paulo Transportes (SPTrans) sobre o desvio da linha de ônibus.


