Segunda-feira, 02 de Março de 2026
Metrô confirma que vai utilizar antigos canteiros de obras como depósito de materiais

Na semana passada a Folha publicou matéria sobre a insatisfação de vizinhos dos antigos canteiros de obras da Linha 2-Verde do Metrô ao longo da rua Tomás Izzo, na Vila Prudente. Segundo a comunidade que se reuniu na praça Gonçalves Junior no último dia 2 para expressar a indignação, funcionários que trabalham no local informaram que o ponto servirá para o armazenar materiais de futuras linhas. Informação que foi confirmada pelo Metrô no último dia 6.
A Companhia do Metropolitano alega que até o final deste mês, serão entregues a rua Tomás Izzo e as praças Gonçalves Júnior e Padre Lourenço Barendse. Já as áreas remanescentes de desapropriação servirão temporariamente como depósito de formas para anéis de concreto a serem utilizados na extensão da Linha 5 – Lilás, que fica na região Sul da cidade, atendendo Santo Amaro, entre outros bairros. Em nota encaminhada à redação, o Metrô afirmou que “os espaços terão toda a infraestrutura de vigilância e limpeza”. Quanto ao Parque Linear cogitado, foi informado que o mesmo será implantado apenas na rua Aida, do outro lado da estação Tamanduateí.
Moradores do entorno lembram que os canteiros ficaram quase dois anos abandonados, causando uma série de transtornos e provocando insegurança. Eles estão estudando uma forma de se mobilizar contra a nova proposta do Metrô.
Pedro de Godói
Melhor notícia tiveram os moradores da rua Pedro de Godói que está sendo, enfim, liberada ao trânsito. O trecho da via na esquina com a rua Ibitirama também foi utilizado como canteiro de obras da Linha 2.
A rua já recebeu asfalto novo, ganhou duas lombadas e as calçadas estão sendo refeitas. Tudo isso vem sendo acompanhado com alívio pelos moradores, principalmente aqueles que residem no trecho que permaneceu bloqueado nos últimos anos. “Foi muito sofrimento ficar esse tempo todo com a rua fechada. Tínhamos que dar uma grande volta para chegar aos comércios da rua Ibitirama. O que antes andávamos 50 metros, nesse tempo de interdição, precisávamos utilizar o carro e dar a volta pela rua José dos Reis”, conta a dona de casa Lucia Maria, que mora há mais de 50 anos na Pedro de Godói.
Quem também comemora é a aposentada Rosa dos Santos, que mora há mais de 30 anos na via. “Tivemos vários problemas com a rua fechada. Como não tinha movimento de pessoas e nem de carros tínhamos muito medo de assaltos. Quando abrirem a rua, nossa vida deve voltar ao normal”, comentou.


