Segunda-feira, 02 de Março de 2026
Pontos de ônibus da região estão degradados

Na última semana a Prefeitura apresentou no Pavilhão de Exposição do Anhembi os novos abrigos de ônibus propostos por empresas concorrentes da licitação que visa renovar as paradas de São Paulo em 2013. De acordo com o divulgado, serão 6,5 mil novos abrigos e 10 mil totens indicativos de parada. Os protótipos chamam a atenção pela inovação, com design futurista, piso tátil, informações em braile e até painel touchscreen em formato gigante, incluído em um dos modelos. A renovação dos pontos de ônibus é uma necessidade antiga da cidade. A Folha já fez várias matérias sobre postes de madeira quebrados ou podres e de abrigos em péssimo estado de conservação.
O último local problemático ressaltado pelo jornal foi a parada de ferro com cobertura na altura do número 2860 da avenida Vila Ema. Em julho, o equipamento estava com o telhado destruído, o que prejudicava os usuários em dias de chuvas. Porém, passados dois meses da matéria, a situação do ponto de ônibus continua a mesma. “Quando chove quem está sem guarda-chuva fica molhado. Sem falar que o ferro do abrigo está todo enferrujado. O povo prefere ficar em pé do que sentar nos assentos sujos de ferrugem ou molhados”, comenta o morador da região, Glauco Costa Fernandes.
Outro abrigo que sofre com a falta de manutenção fica localizado na altura do número 2.250 da rua Costa Barros, no Sítio Pinheirinho. O telhado do equipamento está quebrado e as pilastras corroídas pelo tempo. “As duas bases do ponto estão com o concreto com buracos e soltando, qualquer hora vem tudo para o chão, resta torcer para que ninguém esteja no local na hora que isso acontecer. Sem falar que com as telhas quebradas todo mundo se molha na chuva. A troca desse abrigo deveria ser feita urgentemente”, ressalta a usuária Amanda Kaufmann.
Instalação de novas paradas pode demorar
Apesar de prometida para o ano que vem, a renovação dos abrigos e dos totens não tem mês previsto para acontecer. De acordo com a Prefeitura, a análise das propostas feitas pelas empresas no processo de licitação deverá terminar em outubro, quando serão abertos os envelopes com a proposta comercial das empresas habilitadas. Nesta etapa serão avaliados o cronograma de instalação do mobiliário e o valor que as empresas pagarão à administração municipal pelo direito de explorar os equipamentos pelo período de 25 anos. Todo o investimento necessário à instalação do novo mobiliário será realizado pelas futuras concessionárias, desonerando a administração municipal.




