Família de idosa reclama de mau atendimento no hospital de Vila Alpina

 

heva-02Indignação! Essa é a palavra que resume o sentimento dos familiares de Gertrudes Hermann Flaig, falecida no último dia 25. A aposentada passou mal no dia 21 de março e foi levada ao hospital estadual de Vila Alpina pelo Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Na unidade foi informado que a paciente apresentava principio de pneumonia e, após, fazer inalações, ela recebeu alta e foi orientada a se medicar em casa. Porém, no dia seguinte, o quadro de Gertrudes piorou e a família voltou a acionar o SAMU, que desta vez levou a aposentada para o hospital municipal de Heliópolis, onde ficou internada e veio a falecer.

 “Ela estava muito mal e apresentava diabetes e hipertensão. Os médicos do hospital de Vila Alpina fizeram exames e informaram que ela também estava com princípio de pneumonia. Fizeram inalações, receitaram remédio e nos mandaram para a casa. No dia seguinte ela piorou e o SAMU, por falta de vaga no Vila Alpina, a levou para o Heliópolis. Lá os médicos já informaram que o caso era grave e que ela tinha que ser internada com urgência. Dias depois ela faleceu por conta da diabetes, hipertensão, pneumonia e infecção urinária”, comenta o filho Walter Flaig.

Segundo os familiares, além da alta que consideram precipitada, o atendimento do hospital de Vila Alpina também deixou a desejar. “Minha mãe tinha 86 anos, chegamos ao hospital por volta das 18h e ela ficou lá até as 2h. Durante todo esse tempo, ela não foi colocada em uma maca, ficou em uma cadeira de rodas. É uma falta de respeito. Em compensação, no Heliópolis eles foram muito solícitos. Mal chegamos e ela já foi colocada na maca”, destaca Flaig.

O filho ressalta ainda que não pretende entrar na Justiça, mas espera que casos como esse não voltem a se repetir. “Minha mãe já foi embora, não vai voltar. Ela já tinha idade e mesmo que ficasse internada no Vila Alpina, não seria garantia de que sobrevivesse, podia morrer lá. Entretanto, o mínimo que o hospital tem que fazer é oferecer um atendimento decente e humano. Espero que ninguém mais passe por tal situação. Foi um descaso”, completa.

Quem também está indignado é o neto de Gertrudes, Richard Bindewald. “Não queremos entrar na Justiça e pedir indenização. Só queremos alertar outras pessoas sobre o caso, para que ninguém sofra o que estamos sofrendo agora. A negligência com a minha avó foi gravíssima e não pode ocorrer novamente”.

Hospital nega descaso

Por meio da assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde do Estado, o hospital de Vila Alpina enviou nota sobre o caso informando que “a paciente Gertrudes Hermann Flaig, foi admitida no Pronto Socorro do hospital no dia 21/03/2013 às 18h05, trazida pelo SAMU, foi prontamente atendida pela equipe de clínica médica, apresentando quadro de mal estar e inchaço nos membros inferiores. Foi medicada e permaneceu em observação, sendo posteriormente reavaliada pelos médicos de plantão. Devido à melhora dos sintomas e níveis glicêmicos, optou-se por tratamento domiciliar com antibióticos. Foi liberada durante a madrugada, com orientação para retorno ao hospital em caso de piora clínica”. A unidade destaca ainda que está à disposição da família para quaisquer esclarecimentos.