Muro de cemitério despenca durante temporal

Durante a forte chuva na noite da última terça-feira, dia 13, parte do muro do Cemitério Quarta Parada desabou. Túmulos ficaram visíveis e os detritos interditaram a rua David Zeiger, que serve de acesso ao estacionamento e ao velório.

A Consolare, que administra o cemitério desde a concessão feita pela Prefeitura em março de 2023, informou que não houve feridos e nem danos nos jazigos.

A concessionária destacou que se trata de um muro muito velho construído através de uma metodologia antiga. Esclareceu ainda que uma equipe técnica realizou a avaliação dos danos e os trabalhos para a reposição provisória do isolamento do trecho do muro foram realizados no dia seguinte ao desmoronamento. No entanto, a reconstrução definitiva depende de aprovação do plano emergencial de intervenção junto a Prefeitura.

Mais problema

Famílias com jazigos no cemitério apontam que o muro na avenida Álvaro Ramos também está com trechos desabando há cerca de um mês e foram cobertos com uma lona plástica preta.

“Desde que a Consolare assumiu o Quarta Parada, implantou a cobrança de uma taxa de manutenção anual de cerca de mil reais para cada família que tem túmulo no cemitério. E olha a ‘maravilha’ de manutenção!”, reclama um morador próximo à Álvaro Ramos e que tem familiares no cemitério. Ele pediu para não ter o nome divulgado.

“Já são quase três anos de concessão, já foi tempo suficiente para a empresa reformar os muros e resolver outros problemas do cemitério. Mas, se preocupou primeiro em cobrar nova taxa e o estacionamento”, argumento um aposentado proprietário de jazigo no local, que também pediu para não ser identificado.

Apesar de questionada, a Consolare não explicou a situação do muro do cemitério na avenida Álvaro Ramos.

Fotos: reprodução internet