Segunda-feira, 02 de Março de 2026
Prevista para 2010, construção de passarela não saiu do papel
Antiga reivindicação da comunidade, a passarela de ligação entre as avenidas Anhaia Mello e Presidente Wilson, sobre os trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), por onde passa a linha 10 – Turquesa, caiu no esquecimento do Governo do Estado. No início de 2010 a construção do equipamento foi anunciada através de uma placa oficial do Estado colocada nos baixos do viaduto Grande São Paulo. De acordo com o informativo, que foi removido um ano e meio depois sem justificativas e sem o início dos trabalhos, a obra orçada em R$ 2.458.701,37 deveria ter começado em fevereiro de 2010. A responsável pela implantação seria a Termaq Construção Civil.
Enquanto isso, a comunidade do entorno, que inclui a populosa favela de Vila Prudente, continua se arriscando pelos trilhos para ir de um lado a outro. Outra opção é fazer a travessia pelo viaduto que tem grande fluxo de veículos e calçadas bastante danificadas, apesar da Folha cobrar a reforma das mesmas há mais de dois anos.
Pedestres que precisam diariamente seguir da Vila Prudente ao Ipiranga estão indignadas com o Estado. “É um absurdo o que fizeram, ou melhor, o que não fizeram. Anunciaram a obra, liberaram dinheiro, iludiram a comunidade e nada foi feito. As pessoas se arriscam para conseguirem ir ao trabalho, à feira, aos hospitais, entre outros locais que ficam no lado do Ipiranga”, reclama o morador da comunidade, Ivanildo Gonçalves da Silva.
Quem também está revoltado é Francisco Ferreira da Silva, que mora na Vila Prudente e trabalha na Vila Carioca e, todos os dias, necessita enfrentar os perigos de caminhar pelo viaduto Grande São Paulo para chegar ao serviço. “Além dos carros e caminhões, outro problema é a péssima condição das calçadas. Estão todas esburacadas. Há alguns dias cheguei a torcer o pé indo ao trabalho”, relatou. Para ele a passarela seria muito bem vinda. “Teríamos mais segurança e ganharíamos mais tempo. Hoje demora cerca de 30 minutos para chegar ao trabalho por conta da travessia do viaduto. Com a passarela demoraria cinco”, acrescentou Silva.
A Folha entrou em contato com a CPTM que não se manifestou até o fechamento da edição.


