Segunda-feira, 02 de Março de 2026
Cruzamento da rua Roberto Feijó não será reaberto
Durante a reunião com a Folha na quarta-feira, dia 3, o gerente da Linha 15-Prata do monotrilho, Paulo Sérgio Meca, e o chefe do Departamento de Obra Civil do empreendimento, José Arapoty Prochno, também falaram sobre as atuais intervenções no viário da Vila Prudente. Eles garantiram que a capacidade de tráfego na avenida Anhaia Mello será restabelecida ao final das obras.
“Por contrato, o Metrô é obrigado a entregar o mesmo número de pistas de rolamento existentes na Anhaia Mello antes da chegada do monotrilho”, explica Meca. “Para a construção, desde o início, ocupamos uma faixa de cada lado da via. Isso foi necessário para a segurança da obra, para conseguirmos manobrar os equipamentos sem riscos para os veículos na avenida. Nossa diretriz foi sempre usar o menor espaço viário possível e tudo foi decidido em conjunto com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Quando a obra estiver concluída, os pilares vão ocupar apenas o canteiro central”, completa.
Sobre a interdição do cruzamento da Anhaia Mello com a rua Doutor Roberto Feijó, principal acesso de veículos à estação Vila Prudente do metrô, o chefe do Departamento de Obra Civil informou que o local permanecerá bloqueado após a inauguração do transporte. “Exatamente neste trecho estamos implantando o track switch (sistema de mudança de via) que vai atender a estação Vila Prudente. Isso exigiu a construção de pilares em sequência (enquanto no restante do percurso ficam distantes 30 metros um do outro). Isso vai inviabilizar a passagem de veículos”, explica Arapoty.
Ele também esclareceu porque o trecho, atualmente, tem duas pistas interditadas de cada lado da avenida. “Neste ponto está a galeria do córrego da Mooca, construída em 1974, que exigiu um tipo de fundação diferente de outros locais da Anhaia Mello. Tivemos que colocar estacas laterais e cobrir com uma viga por cima, para depois poder subir os pilares. Tudo para proteger a galeria”, explica Arapoty.
Outras intervenções
Na época da interdição da rua Dr. Roberto Feijó foi aberto pela CET um cruzamento na rua Virgílio, que também foi fechado em novembro e permanece bloqueado até então. Entretanto, os representantes do Metrô afirmam que a obra do monotrilho não interfere na reabertura da alternativa para os motoristas cruzarem a Anhaia Mello. “No trecho com a rua Virgílio não estamos realizando serviços, as pilastras já foram instaladas. A CET interditou o cruzamento por opção própria e não por solicitação do Metrô”, afirma Arapoty. “Acredito que o cruzamento estava gerando mais trânsito na Anhaia Mello, pois fica justamente no trecho onde ela está mais afunilada”, completa.
A liberação da alça de retorno da Anhaia Mello, localizada sob o complexo viário Senador Antônio Emygdio de Barros Filho, que está fechada há mais de dois anos, também depende exclusivamente da CET, de acordo com o gerente da Linha 15. “Os trabalhos do monotrilho no local já foram encerrados. Já informamos isso à CET”, destaca Meca.
A Folha também solicitou à CET entrevista com o responsável pelo departamento de trânsito da Vila Prudente. No entanto, o pedido não foi atendido até o fechamento desta edição. O órgão se limitou a encaminhar nota via e-mail informando que a estimativa para a liberação do viário segue calendário do Metrô. “Os bloqueios são liberados conforme a conclusão das obras”, afirma o texto. A reportagem vai reforçar o pedido de entrevista para a próxima semana.
Ciclovia é exigência na licença ambiental
Os representantes do Metrô também confirmaram a construção de uma ciclovia ao logo de todo o percurso do monotrilho. “É uma exigência da Secretária do Meio Ambiente que consta na licença ambiental do projeto. A CET é que vai desenvolver o projeto, ao Metrô caberá apenas a implantação que será feito junto com o projeto de paisagismo no canteiro central”, comenta Paulo Sérgio Meca.
O gerente da Linha 15 também informou que uma parte da ciclovia seguirá sobre o viaduto do complexo viário Senador Antônio Emygdio de Barros Filho, localizado na alça de acesso entre as avenidas Salim Farah Maluf e Anhaia Mello. “Já tínhamos interditado uma faixa do viaduto por conta das obras do monotrilho, mas, após terminarmos o serviço, a CET informou que o trecho continuará bloqueado, pois, no local passará a ciclovia, já que por baixo do viaduto não teria como os ciclistas circularem”, esclarece Meca.



