Barulho em depósito de materiais do Metrô volta a incomodar a vizinhança

obra1A intensa movimentação no depósito de materiais da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, implantado entre as ruas Tomás Izzo, Barão de Aníbal Pepe, Amparo e Ibitirama, na Quinta das Paineiras, está incomodando mais uma vez a vizinhança. O problema maior, segundo os moradores das proximidades, é que muitas vezes os trabalhos avançam pela madrugada.

“Não sou contra o depósito, mas acredito que podem reorganizar o horário de trabalho. O ruído da marcha ré dos caminhões incomoda bastante e, muitas vezes, acontece já na madrugada. Outro problema é o barulho das máquinas de serraria”, comenta o morador da rua Fernandópolis, Osvaldo Zanardi.

O corretor de imóveis e estudante de Direito, Cristiano Dias, que reside em um prédio em frente ao depósito, reclama que o sono é constantemente prejudicado. “Os serviços deveriam acontecer dentro do horário comercial, mas não raro há movimentação por volta da 1h da madrugada e depois, recomeça às 5h da manhã. É um desrespeito”, declara.

Para tentar minimizar o problema, Dias vai propor aos vizinhos que recorram à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ao Ministério Público e que esses órgãos cobrem do Metrô um horário que não atrapalhe a comunidade.

A área utilizada como canteiro é remanescente de desapropriação realizada para a construção da Linha 2 – Verde. Atualmente serve como depósito de materiais utilizados na extensão da Linha 5 – Lilás, que fica na região sul da cidade.

obraO Metrô informou que no local foram implantados escritórios, refeitório, ambulatório e uma carpintaria para dar suporte técnico e logístico às obras das estações Santa Cruz e Chácara Klabin da Linha 5. Foi ressaltado que o horário previsto para o encerramento das atividades é 19h. Diante das queixas, a Companhia se comprometeu apurar a razão pela qual os serviços têm se prolongado além do estabelecido e exigirá que o consórcio construtor cumpra com rigor as normas.