Secretário dos Transportes culpa Bombardier por novo atraso no monotrilho

monotrilhoComeçou a ser veiculada nesta semana campanha publicitária do Governo do Estado anunciando que o início da operação do monotrilho na avenida Anhaia Mello, entre as estações Vila Prudente e Oratório, será em junho. Mais uma vez, a notícia surpreendeu a população, pois até a semana passada, a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô afirmava que a entrega seria neste mês. Durante visita a uma estação de trem em Pinheiros, na última terça-feira, dia 13, o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, foi questionado sobre o novo atraso no prazo e culpou a canadense Bombardier, responsável pela fabricação dos trens que atenderão a Linha 15. De acordo com Jurandir, a empresa ainda não conseguiu fazer os testes necessários para a inauguração.

“A nossa meta era maio, mas, pelo visto, provavelmente será em junho. As dificuldades encontradas não ocorrem nas obras civis. A estação Oratório está pronta e o pátio praticamente concluído. O problema é com a Bombardier. Eles estão com os testes dos trens atrasados, demorando mais tempo do que o previsto e acordado. São necessárias cerca de 300 horas de testes para os veículos passarem a atender a população e eles não estão cumprindo esta fase dentro do programado”, comentou o secretário.

Jurandir Fernandes também afirmou que o Governo e o Metrô estão cobrando que a Bombardier intensifique seus trabalhos. “Eles têm que realizar três turnos de serviços. Não podem trabalhar em apenas um turno como estão fazendo até agora. Por isso, queremos que eles aumentem fortemente a dose de trabalho e tragam mais técnicos do Canadá, para realmente colocar o cronograma em dia. E não aceitamos mais conversar com o terceiro e quarto escalão da empresa. Queremos que o presidente da Bombardier venha do Canadá ao Brasil para nos explicar o que está acontecendo”, destacou.

monotrilho2O secretário garantiu que as multas pelos atrasos já passam dos R$ 10 milhões, valor que será cobrado pelo Governo no final da obra. “O contrato prevê R$ 2,5 milhões por cada trem que não estiver apto a atender a população dentro do prazo estipulado. E a multa aumenta enquanto o atraso persiste. Como eles tiveram problemas com os quatro trens que estão em testes na linha até agora, já somaram R$ 10 milhões, mais um acréscimo semanal que continua a ser contabilizado. Estas multas serão descontadas do valor total a ser pago para a empresa no término dos serviços. Essas grandes empresas mundiais devem saber que aqui o volume de compras e de implantação não é tribal, isso aqui não é um país tupiniquim. Eles têm que ter a consciência que estão lidando com um trabalho enorme e que devem cumprir os prazos estabelecidos”, completou.

Questionada sobre as declarações do secretário, a Bombardier encaminhou nota informando que “faz o máximo para respeitar o cronograma de fornecimento do escopo pelo qual é responsável e que o projeto, porém, envolve outras interfaces que estão fora do controle da empresa”. A Bombardier finaliza dizendo que “lamenta muito qualquer atraso no projeto para o qual contribui, independente da causa”.

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