Segunda-feira, 02 de Março de 2026
Nova mudança de semáforos em frente à estação de metrô provoca reclamações
Quem precisa atravessar a pé de um lado para o outro da avenida Anhaia Mello em frente à estação Vila Prudente do Metrô já perdeu a conta de quantas vezes os semáforos e as faixas para pedestres mudaram de lugar. Com a longa e atrasada obra da Linha 15-Prata do monotrilho e do terminal de ônibus que ficará sob a estação do novo transporte, os transeuntes já foram surpreendidos várias vezes. A mais recente alteração aconteceu na metade da semana passada e é alvo de muitas queixas, desde o tempo insuficiente para a travessia completa da avenida até a falta de iluminação no corredor formado no canteiro central, entre os tapumes da obra. Para o trecho está prevista uma passarela que nunca sai do papel.
“A distância entre as calçadas da avenida ficou muito maior, mas o tempo de travessia nos semáforos não é proporcional. Estimo que estou gastando sete minutos para conseguir cruzar as pistas, pois é necessário esperar o semáforo abrir duas vezes. Nesse mesmo tempo, de metrô, vou da estação Vila Prudente até a Alto do Ipiranga, que deve ficar a uns cinco quilômetros de distância. Faltou muito bom senso para o pessoal que implantou esses semáforos”, argumenta Arnaldo Ratti.
A moradora da Vila Zelina, Audra Zizas, também ressalta o escasso tempo de travessia e o perigo que tal situação está gerando. “Tem muita gente que já percebeu que não dá para atravessar de uma só vez e está se arriscando para fazer na correria, mas, um farol fecha antes do outro. A CET tem que rever esse tempo urgente”, comenta.
Além do tempo insuficiente, muitos pedestres reclamaram do caminho no canteiro central formado entre os tapumes da obra do monotrilho. O piso tem desníveis e também não houve preocupação com a iluminação. “É um descaso absurdo com a população. Metrô, Subprefeitura e CET: ninguém está nem aí. Colocam um semáforo, abrem a passagem para um montão de gente e não se preocupam com o básico, a segurança. Faróis desregulados, obstáculos no caminho e uma penumbra à noite”, esbraveja o estudante Tiago Correia.
Rosane Morata escreveu para a redação na manhã de ontem contando que já presenciou dois tombos no trecho. “Vi uma moça cair na terça, dia 24, e outra na quarta, dia 25. Há desníveis nas calçadas que ninguém consegue ver à noite. Será que o Metrô, a Subprefeitura e a CET poderiam ter um pouco mais de respeito com a população?”, indaga. Outra moradora da região, Tania Rivera, também está preocupada: “Não tem iluminação adequada e há desníveis perigosos nas calçadas. Toda noite tem alguém levando grandes tombos. Vi um idoso tropeçar e ir de cara no chão. Tudo isso com uma multidão se atropelando para chegar do outro lado da avenida. Está muito complicado”.
A Companhia de Engenharia de Tráfego foi questionada pela reportagem na segunda-feira, dia 23, sobre o tempo insuficiente para a travessia, mas não se manifestou até o fechamento desta edição na noite de ontem. A Folha também aguarda um pronunciamento da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô e da Subprefeitura de Vila Prudente sobre os desníveis nas calçadas e a falta de iluminação.


