Novas ciclovias passam a valer a partir de hoje

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No início da noite de ontem, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que a cidade conta agora com 323,6 km de vias destinadas aos ciclistas. O órgão de trânsito entregou o novo trecho de 2,1 km entre a rua Ibitirama e a avenida Francisco Falconi, passando pelas ruas ruas Professor Gustavo Pires de Andrade, Pinheiros Guimarães e Mario Augusto do Carmo, que cortam os bairros de Vila Prudente, Vila Zelina e Jardim Avelino. O percurso faz a conexão com as ciclofaixas existentes no Jardim Independência e no Parque Ecológico, totalizando 6,7 km de ciclovias na região.

 A CET ressaltou que o novo percurso é bidirecional, ao lado da calçada, e na demarcação estão sendo usados aproximadamente 5.700 m² de sinalização horizontal, 119 placas de trânsito e 780 tachas e tachões. Por conta da ciclovia, a rua Professor Gustavo Pires de Andrade passou a ter mão única de direção no sentido da rua Pinheiros Guimarães à rua Ibitirama.

Trafegar sobre ciclovia é considerada infração gravíssima, com multa de R$ 574,62 e sete pontos no prontuário do motorista. Estacionar em ciclovia é infração grave punida com multa de R$ 127,69 e cinco pontos no prontuário.

Buracos no caminho

Em matéria passada, a Folha mostrou que as ciclovias ao longo das ruas Professor Gustavo Pires de Andrade e Mario Augusto do Carmo somam dezenas de buracos, depressões, rachaduras e até paralelepípedos expostos pelo desgaste do asfalto. Questionada novamente sobre o problema, a CET alegou apenas que “os projetos cicloviários implantados na cidade estão sendo realizados atendendo às características de cada local e visam sempre proporcionar melhores condições de circulação e segurança aos usuários. Entre os critérios, podemos citar características topográficas da via: horizontal (reta ou sinuosa) e vertical (aclive e declive), de tráfego: volume veicular, velocidade, composição da frota, especialmente se a via é itinerário de ônibus ou rota de caminhão; características de uso do solo: residencial, comercial, entre outras”. A nota diz ainda que “a Secretaria Municipal de Transportes criou o Padrão São Paulo de ciclovias. O plano de mobilidade cicloviária da CET, que inclui a bicicleta como um modelo de transporte, está sendo estruturado dentro das normas estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro”. 

CET instala balizadores e comunidade teme que virem focos de dengue

A implantação das ciclovias ao longo das ruas Professor Gustavo Pires de Andrade, Pinheiros Guimarães e Mario Augusto do Carmo ganhou mais um polêmico capítulo nesta semana. Mesmo sem resolver o problema dos buracos nas vias que foram pintados de vermelho, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) concluiu a sinalização horizontal e na terça-feira, dia 12, instalou balizadores pelo percurso – é a primeira ciclovia na região que recebe este tipo de equipamento que, segundo a CET, tem a função de ordenar o trânsito, segregando as faixas de rolamento das vias cicláveis, além de garantir maior segurança viária.

tubo-aberto-cicloviaMas, os moradores das vias não viram os balizadores com a mesma conotação de segurança. Eles são cilíndricos de plástico abertos na parte superior e diante da epidemia de dengue no distrito da Vila Prudente, confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde na semana passada, logo surgiu o temor de se tornarem novos focos de procriação do mosquito causador da dengue.

“Cada madrugada é uma surpresa. É a quinta vez que me acordam desde que resolveram pintar essa ciclovia, mas, levei um susto na manhã da terça-feira ao ver esses minipostes abertos em cima. Moro na Professor Gustavo Pires de Andrade, tenho duas crianças e tomamos o maior cuidado para evitar focos de mosquitos, agora vem a CET e implanta criadouros na rua inteira. A Professor Gustavo tem um quilômetro e a cada cinco metros tem um desses equipamentos”, alega Eduardo Stirbulov, cuja família está há 30 anos na região.

Enquanto a reportagem estava rua Mario Augusto do Carmo, um morador mostrou que os balizadores têm um pequeno orifício na parte inferior. “Mas, basta as folhas das árvores caírem dentro para entupir. Duvido que farão limpeza periódica”, argumentou.

Questionada, a CET respondeu que essa vazão inferior, posicionada no limite da faixa de rolamento, será suficiente para impedir que a água fique represada e também evitar que se tornem potenciais focos transmissores da dengue.

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Mais ciclofaixa pela frente

Na semana passada foi iniciada a pintura de ciclovia na calçada – também esburacada -da avenida Dr. Francisco Mesquita, que margeia o rio Tamanduateí, na altura do Central Plaza Shopping. O trecho ganhou destaque na imprensa porque, além de usar toda a calçada, acabando com o espaço para pedestres, termina em uma grande tubulação.

A CET confirmou que o percurso da ciclovia engloba trechos sobre a calçada e sobre o leito viário da avenida Dr. Francisco Mesquita, mas que ainda não está concluída. A previsão para término das obras é no final deste mês.

Com 2,5 km de extensão, a via começa na avenida Doutor Francisco Mesquita (ambos os sentidos) entre as ruas Ibitirama e Patriarca, rua Guamiranga entre a rua Vemag e Estação Tamanduateí da CPTM e rua Vemag entre a rua Guamiranga e avenida Doutor Francisco Mesquita. 

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