Segunda-feira, 02 de Março de 2026
Com pouco investimento em asfalto, ruas da região ficam repletas de buracos
Na edição do dia 17 de julho a Folha publicou matéria sobre a falta de investimento da Prefeitura no serviço de recape na região. Desde então leitores começaram a contatar o jornal indicando vias problemáticas repletas de buracos.
Uma destas ruas esquecidas pela Prefeitura era a Corumbaíba, na Água Rasa. Em quase um quilômetro de extensão a via contava com sete buracos. Os três mais perigosos estavam em frente aos números 300, 604 e 672. Na altura do número 672, além de surpreenderem os motoristas, com a passagem dos carros, grandes pedras soltas do asfalto eram espirradas contra os comércios e casas existentes no trecho. “Não posso mais deixar o carro em frente ao meu comércio. Tenho orientado os clientes a não pararem em frente a loja, pois as pedras do buraco estão atingindo os veículos. Está bastante perigoso”, contou uma comerciante instalada no trecho no último dia 21, quando a reportagem esteve no local.
No dia seguinte a Folha cobrou um posicionamento da Subprefeitura Mooca, a qual informou que realizaria uma vistoria no local e, caso constatado os problemas, seriam realizados os reparos imediatamente. Nesta semana a reportagem voltou à rua Corumbaíba e constatou que o serviço de tapa-buraco foi realizado, mas, mesmo assim, alguns pontos foram esquecidos. Um dos buracos restantes fica em frente ao número 349 da via. “Vieram aqui, remendaram de qualquer jeito e foram embora. Essa rua precisa é ser recapeada em toda extensão”, comentou outro comerciante, José Antônio.
Outra via que está com o asfalto ruim é a Manuel Onha, também na Água Rasa. Na altura do número 346 há um grande buraco que está prejudicando os motoristas. “Os condutores só percebem a existência do problema no asfalto quando chegam bem perto e acabam jogando o carro para a pista contrária para desviar, o que pode causar acidentes”, contou a aposentada Lina Aicart.
A Folha entrou em contato com a Subprefeitura Mooca e aguarda um posicionamento sobre a rua Manuel Onha.
Morosidade
Conforme a Folha mostrou, é fácil constatar a falta de investimento em recapeamento. Os números oficiais apontam a enorme diferença entre o governo de Fernando Haddad (PT) e o do seu antecessor, Gilberto Kassab (PSD). Enquanto a gestão passada divulgava periodicamente a listagem, por subprefeituras, de ruas para receber o novo asfalto, Haddad (PT) segue em ritmo bastante lento desde o início do mandato em janeiro de 2013. Até o final do ano passado, a atual administração refez, em média, cerca de 6 km de asfalto por mês na cidade, contra 23 km ao mês nos últimos dois anos (2011 e 2012) do governo de Kassab. Os dados estão no site da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, no campo Acesso à Informação.
Neste primeiro semestre, na área da Subprefeitura de Vila Prudente apenas duas vias receberam novo asfalto: a Doutor Camilo Haddad, no São Lucas, recapeada em abril entre as avenidas Anhaia Mello e Oratório; e a Américo Vespucci, na Vila Prudente, em toda extensão no mês passado. As duas somam apenas 11.200 m² de vias pavimentadas.
Na grande área da Subprefeitura Mooca – que engloba também o Tatuapé, Água Rasa, Belém, Brás e Pari – o investimento foi nulo. Em 2015, nenhum dos bairros recebeu o serviço de recapeamento.


