Imigração Lituana: Centenário com festa e homenagens

Mais de três mil pessoas acompanharam a celebração do Centenário da Imigração Lituana no Brasil ocorrida no Museu da Imigração, na Mooca, no último final de semana. Realizada pelo Consulado-Geral da República da Lituânia em São Paulo e pela Comunidade Lituano-Brasileira, com grande representatividade na Vila Zelina, a programação reuniu exposição, oficinas, gastronomia, feira de artesanato, literatura, apresentações musicais e de danças folclóricas.
A abertura oficial na manhã do sábado, dia 11, contou com a presença de autoridades e foram realizadas homenagens. A presidente da Comunidade Lituano-Brasileira, Natália Baria Zizas, lembrou em seu discurso que “comemorar o Centenário é conectar passado, presente e futuro”. “Na comunidade, aprendemos a viver a lituanidade através da cultura, tradições, idioma, culinária, arte, atividades escoteiras, organizações sociais, músicas e danças. Somos famílias inteiras envolvidas e crescemos cercados pela sabedoria e partilha de conhecimento dos primeiros imigrantes. Hoje, retribuímos com responsabilidade e amor todo esse legado”, destacou Natália.
A Folha e o seu presidente fundador, Newton Zadra, foram homenageados durante a solenidade. “No passar do tempo, a Folha foi grande parceira de nossa comunidade, acompanhando nossas ações, crescimento, festividades e lutas. Esteve conosco em todos os momentos importantes. Com Newton Zadra e sua incrível equipe, construímos uma relação verdadeira e de apoio mútuo”, declarou Natália.
Também foram homenageados com medalhas comemorativas Eugenia e Vitor Bacevicius, Jorge e Regina Prokopas, Irmã Ruth Ratkievicius, Lucia Jodelis Butrimavicius, Birute Garbitauskas, Silvia Bendoraitis e Sandra Mikalauskas Petroff.
Vila Zelina
Entre os principais símbolos do Centenário está a Vila Zelina, bairro que se consolidou como referência da presença lituana no Brasil e como espaço de preservação de suas tradições.
Desde o início de seu loteamento, na década de 1930, a região recebeu famílias de imigrantes que se mobilizaram para construir espaços religiosos, educacionais e comunitários, fortalecendo os vínculos culturais e transformando a Vila Zelina em um importante núcleo de convivência e memória da comunidade lituana.



