Ambulantes nos arredores da parada, apesar da Operação Delegada

operacaodelegadaNo início deste ano, a Prefeitura, em parceria com a Polícia Militar, colocou em prática a Operação Delegada nas imediações das estações Vila Prudente e Tamanduateí da Linha 2-Verde do Metrô. O intuito do programa, que conta com policiais militares trabalhando de forma legal nas horas de folga, é proibir o comércio clandestino e coibir ações criminosas nas imediações das paradas. Entretanto, usuários da estação Vila Prudente estão denunciando que desde que a parada passou a operar nos horários de pico, aumentando consequentemente o fluxo de passageiros, também vem crescendo a presença de ambulantes.

A reportagem da Folha foi conferir e encontrou carrinhos de pipoca, milho verde e iogurte congelado. “Se não tomarem uma atitude rápida, logo vamos ter uma praça de alimentação”, reclama um usuário que encaminhou e-mail à redação e pede para não ser identificado. “Depois perdem o controle, como ocorre na rua Tuiuti (na estação Tatuapé do Metrô)”, completa. Apesar do horário de funcionamento em vigor na estação Vila Prudente ser das 4h40 às 21h desde o último dia 19, o turno da Operação Delegada permanece das 8 às 17h.  

“É comum ter camelô na frente do Metrô, isso acontece em outras estações. Mas se a Prefeitura resolveu coibir, tem que funcionar. O que não pode é investir dinheiro do bolso da população nesta operação e tudo continuar da mesma forma”, comenta o técnico de informática, Carlos Augusto Siqueira.

Existe até quem não se incomoda com a presença dos ambulantes no local. “Falam que a estação Vila Prudente é moderna, mas não tem lugar para você fazer um lanche ou beber um suco, um refrigerante, como existe no Metrô Tatuapé, por exemplo. Pelo menos os camelôs vendem refresco, pipoca e batata frita”, comenta a usuária Denise Ortega. “Mas, de qualquer forma, tal situação demonstra o quanto a fiscalização é falha”, ressalta. 

O 21º Batalhão de Polícia Militar, responsável pela escala dos PMs na Operação Delegada, informou que “até o momento, nada de irregular foi constatado por este comando, salientando que eventuais irregularidades ou dúvidas decorrentes da atividade comercial dos camelôs são de estrita responsabilidade da Subprefeitura de Vila Prudente, que através dos seus funcionários, promovem a fiscalização, controle e zelam pelo cumprimento das leis vigentes”. 

O Batalhão explicou ainda que os casos podem estar ocorrendo fora do horário estipulado da operação. Para finalizar foi ressaltado que este horário pode sofrer alteração de acordo com as necessidades identificadas.

A Subprefeitura de Vila Prudente/Sapopemba, que também foi cobrada sobre o caso, não se pronunciou até o fechamento desta edição.