Segunda-feira, 02 de Março de 2026
Ato ecumênico homenageia vítima de atropelamento

Em homenagem à dona de casa Josefa Buenos Amorin, 59 anos, que morreu após ser atropelada por um motorista alcoolizado no último dia 29, na esquina da rua Uhland com a rua Tristão da Cunha, na Vila Ema, vizinhos, amigos e familiares realizaram no sábado, dia 4, um ato ecumênico em frente ao local do acidente. O evento, que contou com a presença de cerca de 65 pessoas, serviu também para manifestar a indignação da comunidade com a falta de atenção da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que considera o trecho bastante perigoso.
“Organizamos esse ato para prestar uma homenagem à Josefa e chamar a atenção das autoridades para que realizem alguma intervenção neste ponto, que é muito inseguro”, comentou a aposentada Miriam Saques Loureiro, uma das organizadoras do evento. Segundo ela, há mais de cinco anos é reivindicada a implantação de algum obstáculo para inibir a velocidade dos veículos. “Pelo que sei a Josefa foi a terceira vítima fatal de atropelamento por aqui. Com as obras na avenida Anhaia Mello, o fluxo de veículos passou para a avenida Vila Ema que, por consequência, passou para a rua Uhland. O tráfego aqui está muito intenso”, afirma Miriam. Ela conta ainda que há um abaixo-assinado com cerca de 500 adesões que será entregue ao poder municipal.
A Folha entrou em contato com a CET e aguarda um posicionamento.
O acidente
Josefa caminhava pela calçada na esquina da rua Uhland com a Tristão da Cunha quando foi atingida. O motorista R.L.V., 33 anos, dirigia um veículo Vectra, perdeu o controle, subiu na calçada e acertou a vítima, que foi prensada junto ao muro e morreu na hora. Em depoimento à polícia, o condutor afirmou que dirigia em velocidade entre 60 e 70 km/h. Os policiais militares que foram acionados pela vizinhança, autuaram R.L.V. por dirigir embriagado, após realização de bafômetro. Ele foi encaminhado ao 56º Distrito Policial – Vila Alpina e liberado após elaboração de boletim de ocorrência de homicídio culposo (quando não há intenção). A 5ª Delegacia Seccional está apurando o motivo da liberação do motorista e pode alterar a natureza da ocorrência para homicídio doloso, já que a Delegacia Geral da Polícia Civil entende que motorista que pega a direção sob embriaguez assume o risco de matar.


