Baixos do viaduto Grande São Paulo somam 1,2 tonelada de entulho em três semanas

viaduto1Na terça-feira da semana passada, dia 18, todos os trabalhos da Subprefeitura de Vila Prudente/Sapopemba, cuja área de atuação tem 32,65 Km², ficaram concentrados em um único ponto: embaixo do viaduto Grande São Paulo. Do local, 60 funcionários e 20 caminhões que realizaram 80 viagens ao longo do dia, removeram 1,2 toneladas de lixo e entulho que, conforme a Folha mostrou dias antes, chegavam a interromper o fluxo de veículo em uma das pistas, fato que já se repetiu em diversas outras ocasiões neste mesmo local. O problema maior é que, de acordo com a Subprefeitura, foram necessárias apenas três semanas para juntar tamanha quantidade de sujeira.

viaduto2“Havíamos realizado a limpeza nos baixos do viaduto três semanas antes”, afirmou o subprefeito Roberto Alves dos Santos, durante entrevista na última segunda-feira, dia 24. “É um absurdo, além da questão financeira da operação, todo o restante da área da subprefeitura ficar desassistido para resolvermos o problema causado por oportunistas que querem economizar com estes descartes criminosos”, comenta dos Santos. De acordo com ele, tamanha quantidade de entulho não é originária somente do infrator que para seu carro e despeja o conteúdo do porta-malas. “São descartes em grande volume, de empresas que, infelizmente, acaba sendo mais barato pagar uma eventual multa do que dar uma destinação correta para o entulho”, completa.

subvpSobre a constante cobrança de mais fiscalização por parte da sociedade, o subprefeito afirma que é um caminho, mas, avisa que é inviável manter fiscais diuturnamente nos diversos pontos problemáticos da região. “Além de não contarmos com número suficiente de fiscais, já foi constatado que quando uma operação é montada para determinado trecho, os infratores migram de local. É exatamente como acontece nas demais ações criminosas”, explica dos Santos. “Na verdade só estaríamos mudando o problema de lugar”. 

Para o subprefeito, a própria população é o agente mais eficiente nestas situações. “Jogar lixo em área pública é crime ambiental e inafiançável, mas, deve ocorrer o flagrante. Portanto, quem se deparar com uma ação como esta, pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 e a viatura que estiver mais próxima será deslocada para o local. Na sequência, os próprios policiais também vão acionar a Prefeitura, pois além do crime, cabe processo administrativo”.

Roberto Alves dos Santos orienta ainda que vale anotar o número das placas e as características do veículo usado na infração caso não seja possível denunciar o flagrante. “Temos como levantar se o caminhão, por exemplo, pertence a determinada empresa e também deixar os dados na rede da polícia militar e civil, criando uma rede de comunicação”, explica. “A população tem que nos ajudar: primeiro, não cometendo a irregularidade, e denunciando quando flagrar”, pede.