Segunda-feira, 02 de Março de 2026
Bebida adulterada: duas mortes na Mooca

Conforme o balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde na noite desta quinta-feira, dia 9, são cinco vítimas fatais em São Paulo por intoxicação por metanol encontrado em bebidas adulteradas. As duas primeiras mortes confirmadas foram de moradores da Mooca.
A primeira vítima foi o empresário Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, em 16 de setembro, após passar quatro dias internado em um hospital particular na Mooca. No dia 2 de outubro faleceu o corretor Marcos Antônio Jorge Junior, conhecido por Xingu, de 46 anos. Ele foi internado em estado grave no Hospital Municipal do Tatuapé um dia após beber vodca e teve morte cerebral três dias depois. Os dois eram amigos e as fatalidades causaram comoção e apreensão na região. Os casos estão sendo investigados pela Polícia Civil.
Entre os 13 estabelecimentos interditados desde que surgiram os primeiros casos de intoxicações, consta o Torres Bar, na rua Quariteré, na Mooca. O comércio foi fiscalizado por uma força-tarefa no dia 29 de setembro e segue lacrado. Instalado há 22 anos no bairro, o bar divulgou nota afirmando que “está colaborando integralmente com todos os órgãos de fiscalização’’.
Também na região, a Polícia Civil encontrou nesta semana 103 mil garrafas vazias em um galpão clandestino na Vila Formosa. O local, cujo endereço não foi divulgado, funcionava sem licença como uma “empresa de recicláveis” e tinha como fonte principal de comércio a venda de garrafas para reaproveitamento. Durante a vistoria, foram apreendidos vasilhames vazios de destilados, como gins, vodcas e whiskys, todos prontos para serem vendidos e reutilizados sem procedimentos de higienização.
Segundo a Secretaria da Saúde, até o momento são 23 casos confirmados de intoxicação e os outros 148 em investigação no estado paulista, além de seis mortes suspeitas.


