Terça-feira, 03 de Março de 2026
Problema peso pesado: caminhões causam transtornos em ruas da região

Sem os caminhões nas ruas da cidade seria praticamente impossível o abastecimento de indústrias, empresas e comércios. Mas, muitas vezes, esses veículos de grande porte viram vilões, pois atrapalham o trânsito, incomodam moradores, pedestres e outros motoristas. Esse problema é comum em algumas vias da região onde residências dividem espaços com empresas.
Uma das ruas onde o tráfego de caminhão é intenso é a Marcelo Muller, no Jardim Independência. “Há algumas empresas nessa rua que atraem muitos caminhões para a carga e descarga. Eles sobem nas calçadas, bloqueiam o trânsito e desrespeitam outros motoristas”, conta um morador da altura do número 850.
Na mesma via, próximo à rua Joanídia Sodré, segundo a vizinhança, os veículos de grande porte destroem, frequentemente, a fiação da via, além de fazerem muito barulho até a madrugada. “Aos finais de semana esses caminhões ficam estacionados com o motor ligado em frente às garagens das residências e nos incomodam bastante”, conta um morador que se identificou como Douglas.
Outra rua alvo de reclamações por conta da grande quantidade desses veículos é a Augusto Piaccentine, também no Jardim Independência. “Aqui passam carretas de todos os tamanhos que não respeitam a rua estreita. Além disso, elas ficam estacionadas em frente às nossas casas nas proximidades da rua Baruri, onde permanecem com os motores ligados e acelerando até a madrugada”, reclama uma vizinha que não quer ser identificada.
A presença de caminhões incomoda também os residentes da rua Laurindo Minhoto, no São Lucas. Eles reclamam dos veículos que prestam serviço para duas empresas situadas próximas à esquina da via com a Ielmo Marinho. “Eles fecham diariamente toda a rua, que é passagem importante para todos da região. O bloqueio acontece durante vários minutos para manobrarem grandes carretas”, conta o leitor José Augusto Cordeiro.
Há também o desrespeito de motoristas com locais onde o tráfego de caminhão é proibido, como na avenida Paes de Barros, entre a ruas Curupacê, na Mooca e a Pacheco Chaves. Bastou alguns minutos no local para a reportagem da Folha flagrar vários infratores. No entanto, no trecho, não foi visto nenhum agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), responsável pela fiscalização.
A Folha entrou em contato com a Companhia e listou as ruas onde o tráfego de caminhões causa problemas, além de cobrar alguma ação, mas, até o fechamento desta edição, nenhuma posição chegou à redação.


