Problema peso pesado: caminhões causam transtornos em ruas da região

caminhoes1Sem os caminhões nas ruas da cidade seria praticamente impossível o abastecimento de indústrias, empresas e comércios. Mas, muitas vezes, esses veículos de grande porte viram vilões, pois atrapalham o trânsito, incomodam moradores, pedestres e outros motoristas. Esse problema é comum em algumas vias da região onde residências dividem espaços com empresas.

Uma das ruas onde o tráfego de caminhão é intenso é a Marcelo Muller, no Jardim Independência. “Há algumas empresas nessa rua que atraem muitos caminhões para a carga e descarga. Eles sobem nas calçadas, bloqueiam o trânsito e desrespeitam outros motoristas”, conta um morador da altura do número 850.

caminhoes4Na mesma via, próximo à rua Joanídia Sodré, segundo a vizinhança, os veículos de grande porte destroem, frequentemente, a fiação da via, além de fazerem muito barulho até a madrugada. “Aos finais de semana esses caminhões ficam estacionados com o motor ligado em frente às garagens das residências e nos incomodam bastante”, conta um morador que se identificou como Douglas.

Outra rua alvo de reclamações por conta da grande quantidade desses veículos é a Augusto Piaccentine, também no Jardim Independência. “Aqui passam carretas de todos os tamanhos que não respeitam a rua estreita. Além disso, elas ficam estacionadas em frente às nossas casas nas proximidades da rua Baruri, onde permanecem com os motores ligados e acelerando até a madrugada”, reclama uma vizinha que não quer ser identificada.

caminhoes2A presença de caminhões incomoda também os residentes da rua Laurindo Minhoto, no São Lucas. Eles reclamam dos veículos que prestam serviço para duas empresas situadas próximas à esquina da via com a Ielmo Marinho. “Eles fecham diariamente toda a rua, que é passagem importante para todos da região. O bloqueio acontece durante vários minutos para manobrarem grandes carretas”, conta o leitor José Augusto Cordeiro.

Há também o desrespeito de motoristas com locais onde o tráfego de caminhão é proibido, como na avenida Paes de Barros, entre a ruas Curupacê, na Mooca e a Pacheco Chaves. Bastou alguns minutos no local para a reportagem da Folha flagrar vários infratores. No entanto, no trecho, não foi visto nenhum agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), responsável pela fiscalização.

A Folha entrou em contato com a Companhia e listou as ruas onde o tráfego de caminhões causa problemas, além de cobrar alguma ação, mas, até o fechamento desta edição, nenhuma posição chegou à redação.