Segunda-feira, 02 de Março de 2026
CET aumenta fiscalização contra desrespeito à faixa de pedestres

Desde a última segunda-feira, dia
“O trânsito de São Paulo é caótico e a divulgação equivocada do respeito ao transeunte tende a piorar ainda mais a situação. A Prefeitura focou muito na educação ao motorista. Está certo, o pedestre é mais vulnerável e tem que ter uma proteção para a sua travessia, para isso existe a faixa. Mas estão esquecendo de reforçar que quando existe o farol, é ele que impera. Já cansei de ver, depois da divulgação desse programa, pedestres tentando atravessar a rua com o semáforo verde para os veículos, e ainda xingam o motorista que não para”, critica o estudante Diogo Heitor Fernandes.
A reportagem circulou pela região e constatou que a maioria dos motoristas não respeita a faixa de pedestre nos pontos onde não há semáforo. Quase sempre é o pedestre que tem que esperar a passagem dos veículos. Um dos trechos problemáticos é o Largo de Vila Zelina, onde há nove faixas de travessia, sendo apenas uma com semáforo. “É difícil atravessar aqui. Os carros não param e quando o trânsito para por conta própria, muitos ficam com o veículo em cima da faixa!”, comenta o aposentado Jorge Aumom. Em conversa com a reportagem, os policiais militares que ficam no local diariamente informaram que ainda não foram orientados para autuar os motoristas que desrespeitem à faixa.
Próximo dali, na junção das avenidas Francisco Falconi e Zelina, em frente ao Cemitério de Vila Alpina, a Folha também percebeu que o pedestre “não tem vez”. Outro ponto difícil para a transeunte atravessar é na esquina da Francisco Falconi com a avenida Anhaia Mello, na pista onde a faixa não conta com farol.

Para motoristas, o desrespeito em avenidas como a Anhaia Mello e a Sapopemba tem uma explicação: a má sinalização de solo. “A CET está certa em priorizar a segurança de quem está a pé, mas as faixas de pedestres não deveriam ser instaladas bem nas esquinas e sim, um pouco mais para frente. Fica difícil se todo condutor da Anhaia Mello que quiser entrar na rua Itamumbuca, por exemplo, parar o carro na avenida enquanto espera os usuários do Metrô atravessarem a via. Imagina como vai ficar o trânsito nos horários de pico, sem contar o risco de uma batida”, ressalta o redator publicitário Carlos Eduardo Hitchico. “Sem falar que a CET também não realiza a manutenção correta da sinalização de solo e em vias menos movimentadas, muitas faixas estão quase sumindo”, completa.
Outras duas situações que chamaram a atenção da reportagem foram na esquina da rua Itamumbuca com a Cavour, em frente à uma das saídas do Metrô Vila Prudente, onde nem os motoristas de ônibus respeitam à faixa de pedestre; e na altura do número 3.000 da avenida Sapopemba, na Vila Diva, no qual os transeuntes, mesmo com o semáforo verde para os veículos, tentam atravessar a avenida e ainda reclamam dos motoristas.
“A Prefeitura divulga, mas não fiscaliza. Eu tenho a preferência para atravessar a rua pela faixa, mas os motoristas só param quando o farol fica vermelho”, comenta o desavisado Clayton Soares de Almeida, que após ser informado de que a sinalização do semáforo prevalece sobre a da faixa de pedestre, disse: “vou tomar mais cuidado agora então”.
Confira abaixo o quadro com o valor e a pontuação de cada infração de desrespeito ao pedestre:



