Comerciantes param a rua do Orfanato em protesto contra faixa exclusiva

orfanato-4Com faixas e cartazes de protestos e gritos de “Queremos solução”, comerciantes e prestadores de serviços da rua do Orfanato não abriram seus estabelecimentos na manhã de hoje e foram à rua. Eles se reuniram na altura do número 911 da via e desceram a pé a Orfanato até a esquina da rua Santo Higino, próximo ao Largo de Vila Prudente. O trânsito ficou completamente interditado por cerca de 40 minutos, inclusive a circulação de ônibus cuja implantação da faixa exclusiva foi o grande alvo do protesto. 

No início da semana passada, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a São Paulo Transportes (SPTrans) colocaram em vigor a faixa exclusiva para ônibus na rua do Orfanato, entre a rua do Oratório e a praça Padre Damião. A crítica maior é o horário de vigência da medida: de segunda a sexta das 6 às 20h e aos sábados das 6 às 14h. Durante esse período, o estacionamento está proibido.

O protesto foi acertado em uma reunião na noite da segunda-feira, dia 11. Os comerciantes reivindicam que aprotesto-1 faixa exclusiva funcione apenas das 6 às 9h e que no restante do período volte a vigorar a Zona Azul. “No sábado recebemos a informação da CET e da SPTrans de que uma possível mudança no horário da faixa demoraria, que iriam fazer estudo, mas que isso levaria tempo. Então resolvemos parar a Orfanato para mostrar o quanto estamos indignados. O fim da Zona Azul prejudicou muito os comércios da via”, comenta Tânia Mara Fiorentino, presidente da Associação de Lojistas da Vila Prudente e proprietária de um restaurante na Orfanato.

protesto-7Já o dono de uma farmácia na rua, Wagner Cazolda, que ficou na frente da passeata ajudando a carregar uma das faixas mostradas pelos comerciantes, ressalta que o fim do estacionamento na via pode também decretar o fechamento das lojas. “Ninguém pede que faixa exclusiva seja retirada. Queremos apenas que ela funcione até às 9h. Os clientes, quando não têm onde parar, preferem seguir para grandes comércios, como shopping centers, que contam com enormes estacionamentos, o que faz com que os pequenos estabelecimentos fechem. E a cidade precisa do comércio de rua, de bairro”, destaca Cazolda.

A promessa é que outros protestos vão ocorrer. “Do jeito que está não tem como continuar. O movimento caiu muito. Hoje todo mundo tem carro, se você não tem a opção de estacionar, prefere não ir. Vamos seguir com as manifestações enquanto a Prefeitura não der uma posição definitiva sobre o caso. Pagamos impostos e temos esse direito”, ressalta Ali Mohamed Jarouche, dono de uma loja de colchões.

Comerciantes da avenida Vila Ema também reclamam. A faixa exclusiva vale nos mesmos horários da Orfanato, entre as ruas Elídia Maria de Jesus e do Oratório.

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