Segunda-feira, 02 de Março de 2026
Corte de árvores em ampla área do Jardim Independência gera polêmica

Na semana passada a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) iniciou os cortes de árvores na extensa área da antiga fábrica Linhas Corrente, no Jardim Independência, para a implantação do futuro pátio Oratório do monotrilho. A ação repercutiu imediatamente entre a comunidade do entorno que ficou indignada com a forma como as árvores eram arrancadas. O Metrô e a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente confirmaram que o corte está dentro da lei e que haverá compensação ambiental. Explicação que não amenizou o repúdio da vizinhança.
Para a dona de casa e moradora vizinha da área, Maria de Lourdes, é um absurdo exterminar as árvores. “Alegam que haverá compensação em outros locais, mas como fica a nossa região? O que vai acontecer com os vários pássaros e demais animais que vivem na área? Utilizarão o pátio de trens que estão criando como habitat?”, questiona indignada.
Outro morador das imediações que também recorreu à redação estava muito bravo com a forma como as árvores estavam sendo arrancadas. “Estão destruindo as espécies! Não teriam que ser replantadas? Estamos perplexos com o que estamos vendo”, desabafou pelo telefone.
Segundo a assessoria do Metrô, o manejo de parte da vegetação existente na área foi autorizado pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente e publicado em Diário Oficial da Cidade de São Paulo no dia 6 de setembro.
O Metrô ressaltou ainda que os serviços, iniciados no dia 8 deste mês, consistem no corte de 185 árvores de espécies diversas e do transplante de outras 59, sendo 57 para o próprio terreno e duas palmeiras para o Vale do Anhangabaú. Questionada sobre a compensação ambiental, a assessoria do órgão informou que 2.559 mudas de árvores nativas com protetor serão plantadas em pontos estratégicos – que não são necessariamente na região.
Segundo a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, os corte foram devidamente autorizados pelo termo de compensação ambiental firmado, o qual estabelece: preservação de 98 árvores; transplante interno de 57, transplante externo de duas árvores; corte de 170 exóticas e 15 nativas, além de compensação de 2.398 mudas em obras e serviços necessários para a implantação de áreas verdes ao longo da linha e no entorno do empreendimento para o aumento da permeabilidade e cobertura arbórea do local.


