Outro atraso na obra do Parque da Mooca

Em junho do ano passado, a Prefeitura promoveu evento na Mooca com a presença do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para mostrar o início das obras de construção do Parque da Mooca, no terreno entre as ruas Barão de Monte Santo e Dianópolis. Durante o ato, antes das eleições e rodeado de vereadores da base aliada, foi afirmado diante da população que o parque seria entregue ainda em 2024.

Questionada no início deste ano sobre o prazo não cumprido, a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA) respondeu à Folha que a nova previsão de entrega era “no primeiro semestre de 2025”, porque a empresa responsável pela doação, a Barão de Monte Santo Incorporadora, solicitou prorrogação de 180 dias do cronograma inicial. A Folha esteve no local e constatou que as obras seguem bastante atrasadas.

Cobrada mais uma vez pela reportagem, a SVMA alegou que “a entrega do Parque da Mooca foi reprogramada para o segundo semestre de 2025, devido à necessidade de ajustes na drenagem do terreno, essenciais para garantir a qualidade e a segurança na execução das obras”.

A Folha questionou se a Secretaria tem fiscalizado o andamento dos trabalhos da incorporadora e a resposta foi que “ocorrem vistorias quinzenais e emissão de relatórios técnicos”. Ainda segundo a Secretaria, “atualmente, está em andamento a fase de acabamento do primeiro trecho do parque, com implantação de áreas de circulação, infraestrutura elétrica e sistema de drenagem, além da finalização do edifício administrativo e execução de serviços como movimentação de terra, topografia, locação de estruturas e fundações”.

Foi ressaltado que o projeto inclui diversos equipamentos voltados ao lazer e bem-estar da população, como sanitários públicos, parquinho infantil, academia ao ar livre, trilhas para caminhada e áreas de convivência.

História
O Parque da Mooca será construído em menos da metade do espaço pleiteado. A Folha, que iniciou a luta pela área verde no local há mais de 20 anos, sempre defendeu que o parque ocupasse os quase 100 mil m² do terreno como forma de compensação pela grave contaminação ambiental sofrida. O local serviu como reservatório de combustíveis da Esso e passou por longa remediação do solo. Também seria importante para amenizar o clima cada vez mais árido da Mooca. Porém, a maior parte do espaço será ocupada por novos prédios. (Kátia Leite)

 

Foto de dezembro de 2024: pouca mudança desde então e entrega do parque foi adiada de novo