Fogo em área pleiteada para parque na Vila Ema

Na madrugada da sexta-feira passada, dia 12, ocorreu incêndio na rua Batuns, na Vila Ema, onde está localizado o terreno alvo de processo judicial para se tornar parque público. O fogo se alastrou na área e conforme vídeos que chegaram à redação, espécies
arbóreas foram atingidas. A vizinhança também expressou preocupação com os animais que vivem no local.

O processo de desapropriação do terreno corre há anos na Justiça entre a Prefeitura e a Tecnisa, proprietária da área. A empresa pretendia construir um conjunto de prédios no local. Desde 2010, um movimento nascido na comunidade defende a preservação do espaço verde que foi uma antiga chácara e ainda abriga vegetação nativa da Mata Atlântica.

Contatada pela Folha, a Tecnisa afirmou que atuou prontamente no local, realizando a limpeza do terreno para reduzir o risco de novos focos de incêndio. Afirmou ainda que, após relatos de vizinhos indicando que o fogo teria sido provocado por terceiros, registrou Boletim de Ocorrência. A empresa destacou também que “mantém contato com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente para alinhamento das próximas ações, incluindo medidas de recuperação ambiental, como o plantio ou a doação de novas mudas, conforme orientação técnica do órgão”.

Segundo a Tecnisa, de mais de 500 espécies arbóreas existentes no local, aproximadamente 25 foram atingidas pelas chamas, entre elas, 20 palmeiras-da-china, as únicas que apresentaram comprometimento em decorrência do incêndio. Informou ainda que não há registro de impacto ou danos a animais em decorrência do episódio.

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente também respondeu à Folha que a proprietária do terreno já teria adotado as providências necessárias. Esclareceu que realiza vistoria técnica posterior, para avaliação da área atingida pelo incêndio. A depender das condições constatadas, a medida mais adequada pode ser a regeneração natural, uma vez que o solo necessita de tempo para se recuperar. Os dados levantados poderão ser incorporados ao registro de ocorrências da Operação Fogo Zero, possibilitando o monitoramento contínuo da área e a adoção de ações preventivas para evitar novos incidentes.