Jardins continuam cinzas na Praça do Centenário

Em meados de setembro do ano passado, a Subprefeitura Vila Prudente resolver fazer a segunda reforma em dois anos na praça do Centenário de Vila Prudente, mas o espaço segue alvo de duras críticas desde então. O motivo é a falta de verde na praça, por causa das estruturas de concreto que preencheram todas as áreas dos jardins.

“Parece tudo chão, não tem mais jardim. Quando a gente pensa que já viu todo tipo de aberração, a Prefeitura consegue se superar. Estragaram a praça!”, esbraveja o aposentado João Heitor Santos, que reside nos arredores. “Pensamos que a grama ia cobrir esse cimento, mas até agora nada. Está horrível”, completa.

As estruturas de concreto tão criticadas são chamadas de ‘concretograma’ ou ‘pisograma’ pela Prefeitura – justamente porque uma das “funções” é permitir que as pessoas possam trafegar pelo jardim, embora a praça do Centenário seja bem servida de calçadas e passeios internos.

Diante das reclamações, a Folha procurou mais uma vez a Secretaria das Subprefeituras que, na tarde de ontem, enviou a resposta da Subprefeitura Vila Prudente: “a Praça do Centenário foi escolhida para ser reformada com a presença do concretograma como forma de proteger o gramado, já que era uma passagem permanente de pedestres. O conceito de jardim para pisar surgiu como uma alternativa viável e econômica, permitindo a reorganização ao longo do tempo, conforme o crescimento das árvores”. A nota diz ainda: “é um projeto que melhora a drenagem, evitando o acúmulo de água e, assim, evitando acidentes causados por um piso escorregadio. O total investido na reforma foi de R$ 4.200,00, tendo benefício a longo prazo, com menor necessidade de manutenção e maior durabilidade, tornando a técnica econômica”.

Árvores sufocadas

Quando publicou a primeira matéria sobre a reforma em outubro passado, a Folha denunciou algumas árvores “sufocadas” em meio ao concreto. Na ocasião, a Subprefeitura alegou que a próxima etapa seria “o alargamento das estruturas em volta das espécies arbóreas”. A reportagem voltou ao local nesta semana e nada foi feito.