Kassab proíbe sacolas plásticas no comércio a partir de 2012

sacolinhaNa quinta-feira, dia 19, o prefeito Gilberto Kassab sancionou a lei que determina a substituição de embalagens plásticas convencionais, as populares sacolinhas, por opções biodegradáveis no comércio da cidade de São Paulo. O projeto de Lei havia sido aprovado na terça-feira, dia 17, na Câmara Municipal. A medida passa a valer a partir de janeiro de 2012 e quem desrespeitar a regra pagará multa entre R$ 50 e R$ 50 milhões, de acordo com o tamanho e faturamento do estabelecimento.

Antes mesmo da votação do projeto, a reportagem da Folha percorreu a região e descobriu que alguns supermercados já trabalham com alternativas para reduzir o uso deste tipo de material em suas lojas. É o caso do Walmart e do Yamaushi, que apesar de ainda utilizarem as sacolinhas, oferecem outras opções aos fregueses.

O hipermercado Walmart lançou no final de 2008 um programa que garante descontos aos clientes que não utilizarem as sacolas plásticas. O valor que a empresa pagaria por cada unidade do material (R$ 0,03) é revertido em crédito para quem optar por um recipiente reutilizável. A ideia já está em vigor em todas as lojas da empresa no Nordeste e no Sul do país e como projeto piloto em algumas unidades de São Paulo. Outra opção que está disponível em todos os mercados da rede é a venda por R$ 2,50 de uma sacola biodegradável, feita em algodão cru e com capacidade para suportar 35 quilos.

O Supermercado Yamauchi também aderiu à comercialização de sacolas reutilizáveis para reduzir o uso das sacolinhas plásticas. Nas unidades da rede o cliente pode comprar o produto por R$ 2,90. Segundo o gerente da unidade da rua José Zappi, o programa vem recebendo boa adesão por parte dos consumidores.

Clientes aprovam a ideia

Apesar de não serem distribuídas de forma gratuita, as sacolas biodegradáveis têm apoio de boa parte dos clientes dos supermercados. “Eu já comprei duas destas sacolas do Walmart. Vale muito a pena. São mais resistentes, mais praticas de carregar e não agridem o meio ambiente. Mas acho que essa moda só vai pegar mesmo quando não derem mais a opção de usar as sacolas plásticas”, comenta a esteticista Denise da Rocha Castro.

O vendedor Carlos Rodrigues já achou outra solução para evitar a utilização das sacolinhas. “Eu nunca gostei de usar esses sacos plásticos dados pelos mercados. Cada vez eles são mais frágeis e estouram por qualquer coisa. Sempre procuro levar uma caixa ou até mesmo uma sacola de feira. Aprovo e muito essa lei para proibir os comerciantes de distribuírem essas sacolinhas. Elas agridem o meio ambiente, pois demoram séculos para se desintegrar”, ressalta.

Vale ressaltar, que a lei aprovada pelos vereadores, a princípio, não contempla feiras livres e sacolões, que poderão continuar utilizando as sacolas plásticas, já que o projeto libera a venda nos comércios de produtos a granel, ou seja, por quilo, por litro ou por quantidades fixas, como dúzias e centos.