Segunda-feira, 02 de Março de 2026
Linha 16: Associação da Mooca questiona traçado

A Associação Avenida Henry Ford, Mooca e Região fez mais uma movimentação para questionar o Governo do Estado sobre os estudos da Linha 16-Violeta de metrô, cujo projeto inclui a Mooca com as paradas São Carlos, Paes de Barros, Vila Bertioga e Álvaro Ramos, além de um pátio para manutenção e estacionamento de trens na Henry Ford. O grupo de empresários da região teme dezenas de desapropriações e o consequente fechamento de empresas e demissões de trabalhadores, além da degradação que o pátio pode provocar nos arredores.
Com o encerramento da consulta pública da Linha 16, a Associação informou que protocolou um documento com 29 contribuições formais à Secretaria de Parcerias e Investimentos (SPI). O material aponta dúvidas nos estudos oficiais que embasam a desapropriação de parte das empresas da Henry Ford, que segundo a entidade é “o maior polo industrial ativo da cidade”.
De acordo com a Associação, o impacto econômico e social da remoção de empresas da região da Mooca, que abriga 228 companhias, emprega mais de 15 mil pessoas e movimenta R$ 9 bilhões ao ano, pode ter sido subestimado, sobretudo, se esses indicadores forem comparados a áreas alternativas com menor densidade de empresas instaladas e empregos.
Além das imediações da avenida Presidente Wilson, indicada pela Associação durante as audiências públicas realizadas em outubro, também foi mencionado o antigo complexo da Cia. Antártica como alternativas para o pátio.
Além do material apresentado à SPI, a Associação protocolou pedido de abertura de processo administrativo na Casa Civil do Governo do Estado. O documento reúne argumentos econômicos, sociais e urbanísticos que, na visão da entidade, tornam inadequada a instalação do pátio na região da Henry Ford. “Solicitamos rigor técnico e avaliação efetiva das alternativas, com o objetivo de atender ao interesse público e preservar a vitalidade econômica da Mooca”, conclui o presidente da entidade, Anderson Festa.


