Segunda-feira, 02 de Março de 2026
Pátio do monotrilho: terra da obra atrapalha comerciantes na avenida do Oratório
Em setembro de 2010, quando foi iniciada a obra de construção do Pátio Oratório do monotrilho, no terreno que antigamente abrigou a fábrica das Linhas Corrente, comerciantes e moradores do Jardim Independência acreditavam que o projeto traria mais visibilidade para o bairro. Entretanto, prestes a completar três anos de serviços e com adiamentos na data de entrega, a população percebe que os transtornos causados por conta dos trabalhos no local não compensam uma possível valorização da área. Com inúmeros caminhões na obra a avenida do Oratório fica repleta de terra que, segundo a vizinhança, não é limpa corretamente.
“Tenho que lavar o meu comércio duas vezes por dia. Já conversei com o pessoal da obra e expliquei que do jeito que é feita a limpeza a poeira da terra está invadindo os imóveis vizinhos. Eles tinham que varrer essa terra e lavar com mangueira duas vezes por dia. Porém, só passam com um caminhão jogando água, o que acumula ainda mais terra na sarjeta e no canteiro central. De vez em quando eles limpam corretamente, mas isso acontece raramente”, comenta o dono de uma farmácia do trecho, Roberto Galvão.
Quem também reclama da situação é o serralheiro Luiz Antonio Chinelato. “Meu estabelecimento não sofre tanto com isso, já que também acumula muito pó. Entretanto, está insuportável andar aqui pela rua. Você fica com a sensação de garganta irritada o tempo todo. Eles tinham que lavar melhor essa sujeira”, destaca Chinelato.
Já um comerciante que preferiu não se identificar explica que quem sofre mais com o problema são os restaurantes e bares do trecho. “Como é que você vai vender comida em um local que está cheio de terra? Não falo que o movimento caiu, pois, funcionários da própria obra comem por aqui. Mas muitos clientes têm evitado a região. É uma falta de respeito fazer uma obra dessas, onde são gastos milhões, e não se preocupar com a limpeza da rua”, ressalta.
Pedestres
Não são apenas os comerciantes que reclamam. Quem caminha pela avenida do Oratório também critica a situação. “Andar por aqui dá a impressão que você está passando por um deserto. A boca fica seca e a garganta irritada. Desço no ponto de ônibus e ando pouco mais de
Outra pedestre que passa pelo local e sofre com a situação é a empregada doméstica Marta Oliveira Santos. “Eu até evito andar com roupa branca. Senão chego em casa marrom de tanta poeira que tem na avenida. Realmente, a sensação de boca seca e de garganta irritada chega a ser insuportável. Quando está sol eu prefiro descer do ônibus na Anhaia Mello e andar mais, do que ficar no ponto da Oratório e caminhar em meio a essa terra toda”, completa Marta.
A Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, responsável pelo monotrilho, ressaltou que trabalha para minimizar qualquer impacto referente às suas obras e está sempre à disposição para atender a comunidade. Foi informado que o Consórcio Expresso Monotrilho Leste já foi notificado pelos engenheiros do Metrô para que intensifiquem a limpeza da avenida do Oratório mais vezes durante a semana.
Para finalizar, a Companhia explicou que para atender as manifestações dos moradores vizinhos das obras, disponibiliza canais de comunicação como o site: www.metro.sp.gov.br (link faleconosco) e a Coordenadoria de Atendimento à Comunidade, nos telefones 3371-7519 e 3371-7521/ 25 (horário comercial).


