Portador de deficiência aponta dificuldades para chegar à estação Vila Prudente do Metrô

metro2Embora a estação Vila Prudente do Metrô seja um grande benefício à comunidade, falta estrutura para garantir o acesso das pessoas à nova parada. A situação fica ainda mais complicada quando envolve pessoasportadoras de mobilidade reduzida. Embora a estação esteja preparada para atender usuários com deficiência física, as imediações não receberam a mesma atenção.

Segundo Roldão Campos Villas Boas, 47 anos, que há cinco sofreu um acidente de trabalho e passou a conviver com problemas físicos no fêmur e no joelho, as autoridades não se preocuparam com os portadores de deficiência no entorno da parada. Ele cita os principais obstáculos que está precisando superar: a grande distância dos pontos de ônibus em relação à estação; dificuldade na travessia da avenida Anhaia Mello e acesso à parada pela rua Cavour, que acontece através de uma escada. 

“Moro no Jardim Independência e quando venho ao Metrô de ônibus sou obrigado a parar em um ponto na esquina da rua Américo Vespucci, ou no Terminal Vila Prudente (rua Ibitirama) ou na rua Cavour. Nas duas primeiras opções, preciso andar mais de 200 metros para chegar à estação, o que é bastante dificultoso, já que uso uma bengala. Quanto ao último ponto, acesso o Metrô por uma extensa escadaria, o que também é muito difícil”, explica. “Imagino a situação de algum cadeirante”, completa. Vilas Boas destaca ainda a “perigosa aventura” de atravessar a avenida Anhaia Mello, na esquina com as ruas Itamumbuca e Doutor Roberto Feijó.

“Quando estou retornando ao bairro preciso sair da estação, cruzar a avenida e seguir até o ponto de ônibus. Além de andar bastante, nos arriscamos entre os veículos”, destaca. A reportagem acompanhou Villas Boas e constatou que o semáforo verde para os pedestres permanece tempo insuficiente para a travessia. “As pessoas sem deficiência precisam correr para chegarem ao outro lado a tempo. Eu não consigo correr e tenho que andar devagar. A situação é muito difícil”, lamenta.