Prefeitura restringe a circulação de caminhões em grandes avenidas da cidade

proibicaocaminhaoDesde a última segunda-feira, dia 12, a Secretaria Municipal de Transportes ampliou a restrição de caminhões na cidade de São Paulo. Os veículos de grande porte ficam proibidos de circular de segunda a sexta-feira das 4 às 10h e das 16 às 22h, e aos sábados das 10 às 14h, exceto feriados, em dez vias da Capital, entre elas a Marginal Tietê e as avenidas do Estado, Salim Farah Maluf, Anhaia Mello e Paes de Barros. Entretanto, como a princípio a medida é apenas educativa, os motoristas não respeitaram a restrição nesta primeira semana de vigor da nova regulamentação. Quem cometer a infração só passará a ser multado a partir de janeiro – ainda sem data divulgada. O valor da autuação será de R$ 85,12, mais quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

 

Por conta disso, apesar das faixas implantadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informando a nova restrição, na região, nas avenidas Anhaia Mello e Salim Farah Maluf, o trânsito de caminhões foi intenso durante toda a semana.

Outras vias que terão o tráfego de carretas proibido nos horários determinados são: Tancredo Neves, Juntas Provisórias, Presidente Wilson, Ermano Marchetti e Marques de São Vicente. Na Anhaia Mello a restrição vigora entre ao viaduto Grande São Paulo e a Salim Farah Maluf, no sentido bairro, e entre a rua Domingos Afonso e o Grande São Paulo, no sentido Centro.

Os caminhões das seguintes categorias estão isentos da proibição: veículos urbanos de cargas (VUC); urgência; socorro mecânico de emergência; cobertura jornalística; obras e serviços de emergência; Correios; acesso a estacionamento próprio; e sinalização de trânsito emergencial. Das 4 às 10h também poderão circular nas vias com a restrição os caminhões de: concretagem e concretagem-bomba; remoção de terra de obras civis; feiras livres; mudança; coleta de lixo; e transporte de produtos alimentícios perecíveis. Já das 16 às 20h só estão liberados os veículos de transporte de valores.

Caminhoneiros reclamam

Quem não gostou nada da nova restrição de circulação foram os caminhoneiros que passam diariamente pelas vias abrangidas. Para o morador do Jardim Independência, Valter Higo de Araújo, que há 20 anos trabalha com caminhões, a proibição irá complicar ainda mais o trânsito nas ruas paralelas. “Não posso ficar sem trabalhar. Se eu não vou poder andar pela Anhaia Mello vou circular pela Vila Ema. Se tenho que ir para Dutra vou cortar pelo Sapopemba e cair no Aricanduva. Se tiver que ir para o ABC, o jeito será seguir pela Costa Barros. Assim aliviam o trânsito das grandes avenidas, mas sobrecarregam o tráfego de vias secundárias. Sem falar no asfalto destas ruas pequenas que vão sofrer muito com a circulação dos caminhões”, comenta Araújo.

O caminhoneiro também falou do trânsito intenso de carretas pela Anhaia Mello e pela Salim Farah Maluf nesta semana, mesmo com a restrição em vigor. “Enquanto não multarem, vamos andar por essas avenidas. Ainda mais se tratando de fim de ano, onde quanto mais rápido fizermos o serviço, mais trabalho teremos. Os motoristas não vão ficar perdendo tempo por caminhos alternativos”, completa Araújo.

Já os motoristas de carros que circulam por essas vias acreditam que a restrição irá ajudar o trânsito da cidade. “Na Anhaia Mello, na Salim Farah Maluf e na Marginal Tietê, por exemplo, têm muito caminhão. Acredito que com essa proibição o tráfego vai fluir melhor”, ressalta o corretor Carlos Apolinário Souza.

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