Sabesp divulga horário em que diminui o fornecimento de água nas regiões

sabespO fenômeno já era percebido antes mesmo da oficialização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) na última terça-feira, dia 27. Não faltam relatos de torneiras que começam a secar a partir do início da tarde, principalmente as que recebem água diretamente da rede pública. Quem ainda não sofreu com a falta de água é porque vem cumprindo as determinações de economizar e reutilizar e principalmente, dispõe de grandes caixas de água que conseguem suprir as demandas nos imóveis. Na região, a restrição do fornecimento fica em torno de 16 horas diárias (veja quadro abaixo), mas, nos vizinhos Ipiranga e Sapopemba atinge 18 horas, com redução das 13h às 7h todos os dias.

O aumento do período de redução de pressão na rede de abastecimento, que há meses já ocorria durante a noite e a madrugada, é a última aposta da Sabesp antes de adotar medidas mais drásticas como o rodízio que pode deixar a população sem água por dias seguidos – nesta semana, o diretor Metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, chegou a citar o esquema 5 por 2 (cinco dias sem água para dois dias com abastecimento), que seria o cenário mais drásticos entre os analisados pela Companhia.

Na página em que divulgou a lista com os horários de restrição do fornecimento, a Sabesp destaca a diferença entre redução de pressão nas tubulações e rodízio (confira nas ilustrações). Mas, é importante ficar claro à população que mesmo com a redução de pressão, pode ocorrer falta de água, principalmente em regiões altas e longe dos reservatórios.

De acordo com a Sabesp, para que a redução de pressão cause o menor transtorno possível na rotina, o imóvel deve ter a reserva de água adequada ao consumo dos usuários por 24 horas. Também é importante verificar se as instalações internas estão ligadas à caixa de água e não diretamente à rede da rua.

Foi esclarecido ainda que a diferença entre período de redução de pressão em cada região se deve às características topográficas, tamanho da população e característica da tubulação enterrada do local.

Torneiras secas

Mesmo residindo a poucos metros do Reservatório Vila Alpina da Sabesp, Fernanda Vieira conta que a água na sua casa, na rua das Tuberosas, acaba com frequência por volta das 14h e só retorna pela manhã. “Vivemos com baldes no quintal para encher com a chuva”, destaca.

No condomínio Ville Belle, no Jardim Independência, a síndica Ingrid Mansini também conta que as torneiras e bebedouro da área comum, que são ligadas à rede de rua, ficam sem água todos os dias. Para os moradores não sentirem o efeito nos apartamentos, ela implantou um sistema de três checagens diárias, inclusive de madrugada, do nível das caixas de água dos dois prédios e também de dois reservatórios extras que ficam no estacionamento. “O zelador e os demais funcionários fazem o controle rigoroso. Além disso, temos um poço para armazenar água de chuva que vem sendo utilizada para regar o jardim e para serviços de limpeza. Mas, a colaboração dos moradores será cada vez mais decisiva daqui para frente”, prevê Ingrid.

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