Trechos de ciclovias mal planejados causam confusões no trânsito

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Desde o final da semana passada está em vigor oficialmente a nova ciclovia de 2,1 km entre a rua Ibitirama e a avenida Francisco Falconi, passando pelas ruas Professor Gustavo Pires de Andrade, Pinheiro Guimarães e Mário Augusto do Carmo, que cortam os bairros de Vila Prudente, Vila Zelina e Jardim Avelino. Além de trechos repletos de buracos, rachaduras e depressões para os ciclistas – tudo pintado de vermelho; há pontos mal planejados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) que já provocaram até colisões de trânsito.

O trecho mais crítico é na avenida Francisco Falconi, sentido bairro, na esquina com a rua Mário Augusto do Carmo. “Os motoristas que trafegam por aqui simplesmente perdem metade de uma faixa de rolamento e são obrigados a invadir a pista do lado para não atingirem o balizador instalado na ciclovia. Já presenciei várias colisões desde que a ciclofaixa foi implantada. Essa situação mostra a falta de planejamento da CET”, conta o funcionário de um supermercado que fica em frente ao ponto crítico, Cláudio Francisco da Silva. Além das colisões, o balizador colocado no ponto está com várias marcas de que também é atingido pelos veículos.

A moradora do Jardim Avelino, Cris Moino Fonseca, também está preocupada com o trecho em curva que não oferece boa visibilidade. “Na terça-feira (dia 19) quando estava saindo do supermercado na Francisco Falconi vi uma motorista quase atingir um ciclista enquanto tentava tirar o carro do estacionamento. Ela é culpada? Claro que não. A minha pergunta é: ciclovia não é para proteger os ciclistas do trânsito? Então porque coloca-las no meio do tráfego, ou na saída de estacionamento?”, questiona.

Outro ponto perigoso é na esquina da rua Gustavo Pires de Andrade com a avenida Zelina. “O motorista que desce a via se atrapalha bastante para acessar o final da avenida Zelina e seguir pela rua Ibitirama. Além da pista afunilar, é preciso ficar sobre a ciclovia ou sobre a faixa de pedestre para conseguir entrar na avenida. Se ficar parado antes destas sinalizações não consegue entrar na Zelina”, conta o funcionário de um posto de gasolina localizado na esquina crítica.

CET faz vistoria técnica

ciclovia-vistoriaNa manhã da terça-feira, dia 19, equipe da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), acompanhada da nova subprefeita de Vila Prudente, Sandra Elena dos Santos, fez vistoria técnica nas vias que receberem a nova ciclovia. A visita aconteceu a pedido dos moradores da região, que não concordam com a escolha da CET, e foi intermediada pela vereadora Edir Sales (PSD).

A intenção da vistoria foi avaliar os efeitos da nova rota e os locais mais críticos apontados pelos representantes da comunidade (leia matéria acima). “Conseguimos mostrar os problemas que essa ciclovia tem causado aos moradores e as falhas de implantação, como os buracos e pontos inseguros”, explica o morador da rua Mário Augusto do Carmo, Cleber Hamilton D’angelo, que tem colhido assinaturas de pessoas que discordam das novas ciclofaixas na região. Estamos passando o abaixo- assinado em casas, prédios e comércios da redondeza para depois entregarmos à Prefeitura como forma de manifestação contrária ao que tem sido feito sem qualquer tipo de consulta prévia”, completa. 

De acordo com D’angelo, os técnicos da CET ficaram de estudar o que foi apontado, mas, não deram prazo para resposta. 

Ciclofaixa na Dr. Francisco Mesquita

ciclovia-francisco-mesquitaNesta semana, a CET deu continuidade à nova ciclovia na avenida Doutor Francisco Mesquita, na altura do Central Plaza Shopping, em Vila Prudente. Para “desviar” da tubulação na calçada, onde o novo trecho começa, a pintura vermelha foi desviada para uma faixa de rolamento da avenida.

Por enquanto, a pista para ciclistas passa pela avenida (ambos os sentidos) entre as ruas Ibitirama e Patriarca, pela rua Guamiranga entre a rua Vemag e estação Tamanduateí da CPTM e rua Vemag entre a rua Guamiranga e avenida Doutor Francisco Mesquita.

O trecho crítico fica na altura da rua Patriarca, quando a ciclofaixa sai da calçada e começa no lado esquerdo da avenida no sentido ABC. Nesse local a via precisou sofrer intervenção nas faixas de rolamento, que foram estreitadas. Nesse ponto, a rota, além de ser estreita, deixa o ciclista muito próximo aos carros, que passam em alta velocidade, apesar do limite de velocidade de 60 km.