Segunda-feira, 02 de Março de 2026
Túmulos das 13 Almas precisam de manutenção
Além do grave problema abordado na edição passada, dos túmulos desabados no cemitério São Pedro, na Vila Alpina, outra questão vem incomodando as pessoas que visitam a necrópole. É a falta de manutenção das campas onde foram sepultadas as vítimas, sem identificação, do trágico incêndio do edifício Joelma em fevereiro de 1974. Segundo os frequentadores, o local que abriga as chamadas 13 Almas, está com os jazigos danificados, repletos de rachaduras e aspecto de abandono.
“O espaço serve como santuário para muitas pessoas que crêem que alcançaram graças pela intercessão das 13 Almas. Eu sou uma delas e gostaria que fosse melhor conservado. Os túmulos estão rachados, precisando de reparos. Acho que um pouco de areia, cimento e tinta não custariam tanto para a Prefeitura fazer os consertos”, comenta João Carlos, morador da região .
Nesta semana a Folha esteve no local e constatou a situação. Além da falta de manutenção dos jazigos, foram encontrados vários copos com água sobre as campas, que são colocados por devotos com o objetivo de tranquilizar as vítimas que morreram carbonizadas. A ação preocupa outros visitantes do cemitério. “Entendo e respeito a crença, mas nos preocupamos com a questão da Dengue. Esse copos podem servir de berçário dos mosquitos”, ressalta a aposentada Maria de Lourdes que costuma visitar o cemitério na semana que antecede o Dia de Finados.
Questionado pela reportagem, o Serviço Funerário do Município esclareceu que os copos são retirados pela equipe de limpeza no final de todos os dias. Sobre a manutenção das campas, o órgão não se manifestou.


