Terça-feira, 03 de Março de 2026
Usuários da estação Vila Prudente continuam se arriscando na Anhaia Mello

Nesta semana, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e a Prefeitura iniciaram nos arredores de algumas estações do Metrô, o Programa de Proteção ao Pedestre – Respeito à Vida. O projeto, que já acontecia em outros pontos da cidade, consiste no posicionamento de orientadores de travessia junto às faixas de pedestre, garantindo assim a preferência e segurança dos transeuntes. Porém, apesar de estar localizada na avenida Anhaia Mello e de não contar com uma passarela de acesso, a estação Vila Prudente não foi adicionada ao programa.
O perigo enfrentado pelos pedestres nos arredores da parada é alvo de matérias da Folha desde a inauguração da mesma, em agosto do ano passado, entretanto, passado quase um ano, a situação continua a mesma. “Saio da estação e tenho que me aventurar em meio aos carros para conseguir chegar ao ponto de ônibus, no outro lado da avenida, que não conta com semáforo de pedestres. O mesmo acontece quando chego de manhã e tenho que entrar na estação. Esse programa de travessia ajudaria e muito os transeuntes na estação Vila Prudente”, critica a professora Giovana Carleto.
Segundo o empresário Paulo Diniz de Azevedo, o maior perigo está na esquina da Anhaia Mello com a rua Doutor Roberto Feijó. “Neste trecho tem sempre carro tentando entrar na avenida e pedestre tentando atravessá-la. Já que não se preocuparam em colocar uma passarela ou até mesmo um farol de travessia para os usuários do Metrô, podiam ao menos proibir os veículos que estão na Doutor Roberto Feijó de virar à direita na avenida. E não precisava de muito não, já que a poucos metros deste cruzamento tem uma alça de acesso para a avenida”, completa.
As estações que passaram a receber o Programa de Proteção ao Pedestre, na última segunda-feira, foram: na Linha 1 – Azul, Portuguesa-Tietê, Tiradentes, São Joaquim, Vergueiro, Praça da Árvore e Saúde; na Linha 2 – Verde, Paraíso e Vila Madalena; e na Linha 3 – Vermelha, Santa Cecília e Marechal Deodoro.
Questionado pela Folha, o Metrô informou que a responsabilidade pelo programa é da Prefeitura, e que a Companhia cabe somente informar o órgão sobre o fluxo de veículo e pedestres em cada estação. O Governo Municipal, também cobrado pela reportagem, não se pronunciou sobre o caso .


