Segunda-feira, 02 de Março de 2026
Vila Ema: comunidade quer parque em terreno com mais de 16 mil²

O processo de verticalização que já mudou o cenário da Mooca e da Vila Prudente também está chegando com força à Vila Ema. O alvo da vez é uma área de 16.804 m² entre a avenida Vila Ema e as ruas Batuns, Manoel Vieira Pinto e Travessa São Frederico. O projeto para o trecho é abrigar um empreendimento imobiliário com quatro torres residenciais que vão somar mais de 380 apartamentos. Proposta que não agrada a comunidade do entorno, principalmente porque mais de 20% do terreno é composto exclusivamente por vegetação: são 477 árvores, entre espécies nativas e exóticas.
“A impressão que dá é que não existe qualquer tipo de planejamento urbano por parte da Prefeitura que autoriza a construção de conjuntos de torres de mais de trinta andares em todo canto”, desabafa o morador da Vila Ema, Fernando Salvio, que iniciou movimento em prol de um parque público na vasta área. Ele postou um blog na internet (vivaoparque.wordpress.com) e está animado com a adesão que vem recebendo.
O terreno em questão abrigou uma chácara de imigrantes alemães no passado, mas, há muito tempo está em situação de abandono. Há 2,5 anos foi adquirido pela construtora Tecnisa que tenta aprovar junto à Prefeitura o projeto de construção do empreendimento imobiliário. “Entendo a preocupação da comunidade, mas, posso garantir que nossa intenção é levar o progresso de boa qualidade”, destaca o diretor de aprovações da empresa, Mayr Yhoda Nigri, que conversou com a reportagem da Folha.
O diretor destacou que a proposta da construtora é colocar uma torre a cada 4 mil m² de terreno. “Isso já dá uma idéia do que vai sobrar de espaço verde. Além disso, vamos manter 5.065 m² de área totalmente permeável. A faixa da avenida Vila Ema e da Batuns, por exemplo, que tem vegetação mais densa, vai ficar intocada”, explica.
A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente informou que o caso ainda está em análise e que a empresa não tem autorização para o corte de vegetação e nem para a venda de unidades habitacionais.


