Metrô anuncia o fim dos bilhetes magnéticos

Sistema utilizado por mais de cinco décadas para a entrada no Metrô, os bilhetes magnéticos do tipo “Edmonson” deixarão de ser aceitos definitivamente a partir de 31 de outubro. Após este prazo, os passageiros ainda poderão trocar os bilhetes remanescentes até janeiro de 2027, em postos de atendimento específicos que ainda serão divulgados.

O Metrô explicou que a medida faz parte da modernização da bilhetagem e leva em conta principalmente a limitação tecnológica do sistema de leitura do Edmonson nas catracas, que se tornou obsoleto por ser composto por equipamentos mecânicos que apresentam muitas falhas e já não contam com peças de reposição.

Além disso, a produção destes bilhetes envolve diversas etapas, incluindo fabricação especializada (Casa da Moeda), transporte, armazenamento seguro, distribuição às estações e reposição constante dos estoques.

Nos últimos anos já houve o processo evolutivo dos meios de acesso ao transporte público através de tecnologias digitais, QR Code e meios eletrônicos de pagamento.

História

O bilhete tem origem em um sistema criado pelo inglês Thomas Edmondson no século XIX. Chefe de estação da Newcastle and Carlisle Railway, na Inglaterra, ele desenvolveu a partir de 1839 um modelo padronizado de emissão de passagens que revolucionou o transporte ferroviário ao substituir os antigos bilhetes manuscritos. Acabou tornando-se um padrão mundial de bilhetagem ferroviária.

Quando o Metrô de São Paulo iniciou suas operações comerciais em 1974, incorporou essa tradição ao adotar os bilhetes em papel-cartão com tarja magnética, considerados tecnologia de ponta para a época.