Quarta-feira, 15 de Abril de 2026
Construção do piscinão: queixas pelo ritmo da obra

Moradores do entorno da obra de construção do reservatório contra enchentes na avenida Anhaia Mello, na Vila Prudente, estão indignados com o atraso e o ritmo de trabalho da empresa contratada para o serviço. Imagens que chegam à Folha mostram poucos trabalhadores e pouca movimentação de maquinários no canteiro.
Em vídeo e foto enviados por Denis Titato, que reside em um prédio em frente à obra, ele relata que em plena 10h50 da sexta-feira passada, dia 6, praticamente não se via movimentação no local. Ele também conta que passam dias sem sair caminhões de terras do canteiro.
Iniciada no segundo semestre de 2024, na área do Centro Esportivo Arthur Friedenreich, a obra tinha prazo de entrega para agosto de 2026. Agora, foi prorrogado para o segundo semestre de 2027. O contrato também encareceu R$ 12 milhões.
O usuário do espaço esportivo e morador da Vila Alpina, Márcio Santos, reclama da promessa não cumprida. “Destruíram uma área importante para a população com a conversa de que seria devolvida logo e totalmente revitalizada. Se passaram dois anos e por enquanto, só vimos a matança das árvores”, afirma.
Outro lado
A Prefeitura, por meio da SPObras, informa que as obras seguem em andamento, atualmente na etapa de implantação de estacas e execução de paredes diafragma plásticas. A nota explica que “tratam-se de serviços que exigem equipes especializadas e métodos construtivos específicos, não demandando, necessariamente, grande movimentação contínua de máquinas de terraplenagem”.
De acordo com a SPObras, atualmente, a obra conta com 52 trabalhadores, entre funcionários diretos e indiretos, e 14 equipamentos em operação. Considera “quantitativos compatíveis com a fase executiva do empreendimento”.
Por fim, foi explicado que o ritmo das atividades pode sofrer variações temporárias em função das condições climáticas e das características técnicas da obra, com equipes e equipamentos dimensionados de acordo com cada etapa do cronograma.
Sobre o atraso, foi informado que ocorreu em razão da necessidade de execução de serviços adicionais identificados ao longo da obra, como remoção de postes de concreto, incluindo demolição, carga e transporte; a utilização de argamassa de coulis para a execução de paredes diafragma plásticas; adequações nas armaduras das estacas dos pilares; além de questões relacionadas à Licença Ambiental de Instalação. (Kátia Leite)



